Love Comes Tumbling Down é uma canção de Paul de 1987. Ela foi gravada em 15 de dezembro de 1997 e figurou como um dos lados B dos singles com a canção Beautiful Night, do Álbum Flaming Pie, lançado em 5 de maio de 1997.
A outra canção do single foi Same Love, que você pode ouvir numa postagem de 2014 clicando aqui.
Mas, primeiramente, vamos ouvir Love Comes Tumbling Down! Sing, Paul!
Oh! Darling é uma música de Paul que foi lançada no álbum Abbey Road, de 1969.
Há uma grande discussão entre os fãs dos Beatles quanto ao significado real da letra de Oh! Darling. Alguns juram que em determinados momento Paul canta "- Oh Uh! Johnn...ling!", num reforço de uma letra onde não há indícios de que é canção feita para uma mulher... E a letra traz coisas como " -I'll never let you down", onde também alguns interpretam como uma resposta de uma canção anterior de John, Don't Let Me Down... É sabido que já pairava no ar a separação do conjunto e, não há como negar, para Paul e John aceitarem tal fato era uma realidade um pouco forte para ambos.
Ok, cada um com suas teorias, porém o importante é que, diálogos implícitos ou não, os Beatles nos brindaram com canções maravilhosas, como a própria Oh! Darling.
Paul passou dias forçando a voz para que na gravação final ela parecesse cansada e gasta, como quem gritou e implorou muito pela atenção de alguém. Ouça um take de um dos primeiros ensaios da canção. É um outtake maravilhoso, com John fazendo duo no vocal com Paul! Cool! Listen!
Que os Beatles sempre foram muito empenhados na inovação das suas músicas e nas suas gravações, não é segredo. Praticamente, isso começou com a distorção na introdução de I Feel Fine, acidentalmente provocada por John, que exclamou na hora: "- Dá para gravar isso?".
Mas, se não fosse um sujeito que estivesse aberto a essas inusitadas solicitações, chamado George Martin, provavelmente muitas delas teriam ficado apenas na ideia. Ele sempre fez de tudo para inserir nas gravações os pedidos dos Beatles e jamais disse 'não' antes de tentar o experimento, por mais impossível que pudesse parecer. Ave, George Martin! Há muita gente entendida que o defende como o quinto beatle.
Quando George, o Harrison, inseriu a cítara em Norwegian Wood, do álbum Rubber Soul de 1965, a coisa decolou em voos cada vez mais altos. Tanto que, gradativamente, ficava mais difícil reproduzir ao vivo as novas faixas, um dos diversos motivos que puseram fim às turnês.
Aí veio o álbum Revolver, de 1966, o grande salto. Na música Yellow Submarine o estúdio foi tomado pelos mais extravagantes objetos como banheiras, correntes, apitos, bumbos, - inclusive uma máquina registradora, que mais tarde apareceria na música Money do Pink Floyd (álbum Dark Side Of The Moon, 1973) -, com os quais os Beatles e o seu séquito (Mal Evans, engenheiros de som, Neil Aspinall e até Patty Boyd) produziram os mais diversos e variados sons ouvidos naquela gravação. Os metais de Got To Get You Into My Life, as guitarras invertidas de I'm Only Sleeping e as colagens de Tomorrow Never Knows, sem contar o maravilhoso quarteto de cordas de Eleanor Rigby, foram os pontos altos de um novo som que espantou o mundo.
É... Aqueles moleques que queriam apenas segurar a sua mão estavam deixando o ceticismo da crítica de queixo caído. E o resto da história sabemos muito bem.
Bom, é muito difícil proclamar quem é o mais experimentalista dos Beatles. Assunto para discussões homéricas. Porém, é inegável que Paul foi o que mais se aventurou pelo panorama artístico de Londres nos anos 60 e absorveu muita coisa diferente. John, para mim, já tinha essa atitude de procurar novos sons e imagens desde que nasceu. George nunca acomodou e também lançou o seu experimental álbum Wonderwall em 1968, composto para se tornar trilha sonora de um filme anos 60 de Joe Massot. E Ringo? Bom, Ringo não se acabrunhava e nem ficava perdido quando precisava inserir a bateria - e/ou outros instrumentos de percussão - nas músicas que lhe eram mostradas.
E assim viemos parar no ano 2000, quando Peter Blake (designer da capa do álbum Sgt. Pepper's de 1967 - outro arroubo!) solicitou a Paul que ele criasse algo musical e com um clima, um espírito de Liverpool, para que fosse usado em uma exposição de arte na Tate Galeria. Paul não se intimidou e produziu o Liverpool Sound Collage, um EP com cinco músicas que usam partes de sessões de gravação dos Beatles na década de 60, além de uma colagem de sons feita na cidade natal deles, Liverpool.
E uma dessas músicas/colagens ouviremos aqui hoje: Free Now. Nela você perceberá os Beatles conversando em estúdio (logo no ínicio George Harrison dá instruções para a gravação de Think for Yourself dizendo: "- The bit that John finally got just after that. And we will do both of the 'do what you want to do'.") e também a participação da banda galesa Super Furry Animals. Som, muito som na caixa! Listen!
Paul, na sua adolescência, escreveu uma música para Frank Sinatra: "- Quando eu tinha 14 anos, queria ser compositor e minha ambição era escrever para Frank Sinatra". Quando sentiu-se um pouco mais experiente, em 1974, Paul chegou a mandar uma fita demo com a música Suicide para seu ídolo, mas ele não respondeu. Paul continua: "- Eu enviei a ele uma música que costumava tocar em algumas festas, mas a letra era péssima. Terminava dizendo 'it's suicide' (isso é suicídio). Na verdade, o nome dela era 'It's Suicide'", ironizou. Há registros de que Sinatra teria dito ao ouvir a fita: "- Esse rapaz está brincando comigo?".
Há uma versão de 46 segundos gravada nas Get Back Sessions de 1969. Paul insere também, no seu primeiro álbum solo McCartney, de 1970, 8 segundos da canção, no final da faixa Hot As Sun / Glasses.
Apesar de Sinatra não ter curtido muito o som do nosso beatle segue abaixo a versão de 3:46 que foi enviada a ele. E se você fosse Sinatra, você também descartaria a canção? Enjoy!
Na data de hoje, 18 de agosto, só que de 1962, portanto há 53 anos atrás, os Beatles se apresentam no Salão Hulme, Port Sunlight, em Birkenhead, Inglaterra, no Baile Anual Número 17 da Sociedade Local de Horticultura.
Depois de um ensaio de 2 horas, Ringo Starr aparece pela primera vez como um membro dos Beatles.
Era a primeira vez que a banda tocava com os integrantes que o mundo idolatraria: John, Paul, George e Ringo. Nesta noite nascia o Fab Four.
E o blog separou uma gravação ao vivo no Cavern Club, no dia 22 de agosto de 1962. A música é Some Other Guy (Lieber/Stoller/Barrett).
Era uma sessão de hora do almoço e o Cavern estava repleto. Parte da apresentação dos Beatles estava sendo filmada para televisão.
Na ocasião desta gravação, aconteceu a quarta apresentação do grupo com Ringo Starr como o baterista novo.
Curiosidade: esta versão é diferente da incluída nos vídeos do Anthology. Yeah!
Foi com um misto de alegria e tristeza que nos deparamos com imagens inéditas de John Lennon recentemente na internet.
Um vídeo, no que ele anuncia, mostra os últimos registros dele em estúdio, antes da sua morte em 8 de dezembro de 1980.
Proclama, ainda, que a gravação foi feita durante a produção do disco solo de John, o Double Fantasy, no estúdio The Hit Factory, em Nova York, nos Estados Unidos.
Nas imagens, John aparece tocando uma guitarra bem diferente (nunca o tínhamos visto com uma igual), ao lado - no que parece uma montagem - da banda Cheap Tricks, numa versão diferenciada, com uma pegada sensacional, de I'm Losing You, uma das faixas do Double Fantasy.
Não há dúvidas de que são imagens registradas pouco antes da sua morte e, mesmo que o vídeo não seja exatamente o que diz que é, vale a pena conferir. Ah, dá pra ouvir claramente, antes de John começar a cantar, acordes de She's a Woman! Repare!
É incrível a sintonia de John, Paul, George e Ringo nos primeiros anos da banda, sedimentados pelos duros anos no final da década de 50 e início da de 60. Shows em qualquer lugar, com qualquer aparelhagem e ganhando ninharia.
As dificuldades de Hamburgo, até a descoberta da sua genialidade por Brian Espstein no Cavern Club. Eram tão próximos que se pareciam! Sabiam que juntos tinham segurança, e faziam questão de mostrar essa proximidade. Puxa, como eu amo esses caras, essa história, essa música e esse legado.
E o seu blog preferido de outtakes traz hoje o take de número 1 da dançante I Feel Fine! Yeah!