domingo, janeiro 06, 2019

YOU'LL ONLY BE A GIRLFRIEND OF MINE

London Town é o sétimo álbum do Wings, lançado em 1978.

Em fevereiro de 1977, os Wings começaram a gravar o álbum no estúdio da Abbey Road, em Londres. Como nos álbuns anteriores, a banda resolveu gravar em outro local que não fosse a Inglaterra. Assim, em maio do mesmo ano, eles partiram para continuar as gravações nas Ilhas Virgens. Na época, Linda descobriu que estava grávida do terceiro filho, James.

Durante as gravações, o baterista Joe English abandonou a banda. Logo depois foi a vez do guitarrista Jimmy McCulloch, que largou a banda para se juntar ao Small Faces. Os Wings passaram então à formação de trio com Paul, Linda e Denny Laine.

Em 1993 a edicão remasterizada de London Town inclui as músicas Mull of Kintyre e Girls School, que só haviam sido lançadas em single.

O take de hoje traz uma canção deste álbum. É a linda Girlfriend. Porém, esta gravação foi feita na casa de Paul em 1974. Ok, Paul!

Girlfriend (home demo 1974)

segunda-feira, novembro 19, 2018

SHOOT BIG!

Watching Rainbows é uma música escrita por John e que não foi lançada oficialmente. Essa gravação que você vai ouvir é de 14 de janeiro de 1969, durante as Get Back Sessions nos gélidos Twickenham Studios.

George havia ficado puto e se ausentado desde o dia 10 (e só voltaria no dia 22, porém já no estúdio da Apple) e ele mesmo falou sobre aquele período:

" - Eu tinha estado com Bob Dylan e a The Band no Woodstock e me diverti muito. Voltar para o 'inverno do descontentamento' com os Beatles em Twickenham foi algo infeliz e nada saudável.

Um dia houve uma discussão entre Paul e eu. Está no filme: você pode vê-lo dizendo 'bem, não toque isso'. Eu digo: 'tocarei o que você quiser, ou nem vou tocar se você não quiser. Qualquer coisa que for te agradar, é o que vou fazer'.

Estavam filmando nossos desentendimentos. A coisa não chegou a explodir, mas pensei 'qual o sentido disto? Sou bem capaz de ser relativamente feliz por mim mesmo e não dá para ser feliz nesta situação. Vou embora daqui'.

Todos tinham passado por isso. Ringo já tinha saído num dado momento. Eu sabia que John queria dar o fora. Foi um período muito, muito difícil e estressante, e ainda ser filmado discutindo foi terrível.

Levantei e pensei: 'Não vou mais fazer isso. Estou fora'. Então peguei minha guitarra e fui para casa".

Nesses dias sem George os Beatles fizeram várias jams (inclusive com Yoko...). Na gravação que você vai ouvir agora John está nos teclados e vocais, Paul na guitarra e Ringo na bateria. Listen!

Watching Rainbows (unreleased)

E aqui você vai ouvir a gravação de 7 de janeiro, quando George participou da gravação com sua guitarra e Paul no Hofner. Curta! 


Os comentários de George tiveram como fonte: http://whiplash.net/materias/riffola/109047.html

sexta-feira, novembro 09, 2018

COME AND KEEP YOUR COMRADE WARM

Back in the USSR é uma canção dos Beatles lançada no álbum The Beatles (Álbum Branco), de 1968. Creditada à dupla Lennon-McCartney, foi composta principalmente por Paul.

Paul conta que sempre ouvia americanos que viajavam reclamarem da saudade do fast-food, dos donuts e da lavanderia automática... Então ele resolveu narrar o inverso: um russo saindo de Miami e voltando para sua pátria, a União Soviética. Ele usou harmonias típicas dos Beach Boys em California Girls e da surf music, algo bem americano. Percebeu então que a sigla em inglês da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, que era USSR, continha a sigla dos Estados Unidos da América, US, e aproveitou-se disso para fazer uma paródia da canção Back in the USA de Chuck Berry. Em um ponto da música ele canta: "Back in the US, back in the US, back in the USSR" para deixar clara a brincadeira.

A canção abre e fecha com um som de jato que se refere ao retorno de Miami Beach nos EUA à “União das Repúblicas Socialistas Soviéticas” (em inglês, USSR).

Na letra é possível ver a satisfação de se retornar ao país, "the Ukraine girls really knock me out" e "Moscow girls make me sing and shout" (“As garotas da Ucrânia me deixam louco” e “As garotas de Moscou me fazem cantar e gritar”). Outra referência à União Soviética, é o trecho “show me round your snow peaked mountain way down south” ou “me mostre a neve no topo das montanhas do sul” e o trecho “let me hear you balalaika's ringing out” ou “me deixe ouvir sua balalaika tocar”. A letra também contém uma referência à música de Hoagy Carmichael, Georgia on My Mind, o trecho “and Georgia is always on my mind” ou “E Geórgia está sempre na minha mente” pode ser Repúblicas Soviética de Geórgia, ou o estado americano de Georgia, ou até mesmo o nome de uma mulher, pelo trecho a seguir: "come and keep your comrade warm" (“venha manter seu camarada aquecido”).

Em entrevista para a revista Playboy em 1984, Paul disse: “Eu tinha consciência de como a União Soviética, enxergava a música inglesa e como essa música seria mal interpretada pelos chefões de Kremlin, porém a molecada gostava, e isso me fez perceber o quanto aquilo era importante para o futuro da raça humana.

E agora você vai ouvir o novo clipe de Back in the URSS, criado para o relançamento do álbum White Album hoje, nesta sexta-feira, 9 de novembro, por ocasião dos seus 50 anos. Ele será relançado com nova embalagem e suas trinta faixas remixadas. Além delas, o disco ainda contará com vinte e sete demos e mais cinquenta gravações de sessões em estúdio, muitas inéditas. Enjoy!


quarta-feira, outubro 31, 2018

THE WALRUS WAS PAUL

Glass Onion é uma canção dos Beatles lançado no álbum The Beatles ou Álbum Branco de 1968. Escrita por John Lennon e creditada à dupla Lennon-McCartney. 

A música possui significados ocultos através de outras canções deles tais como: "Strawberry Fields Forever", "There's a Place", "I'm Looking Through You", “I Am The Walrus”, "Within You Without You", "Lady Madonna", "The Fool on the Hill", e "Fixing a Hole". 

Uma das últimas músicas com apelo psicodélico, Lennon criou pensando em todo aquele mito envolvendo a lenda da morte de Paul McCartney e as mensagens ocultas de “Sgt. Peppers”: “- Eu lancei aquela de 'the Walrus (morsa) era Paul, só para confundir mais as pessoas. Poderia ter sido ‘O Fox terrier era Paul’ que teria dado no mesmo, entende? Era apenas um pouco de poesia sobre isso e eu estava ficando farto daquela coisa sobre a morte de Paul, Peppers, escutar discos ao contrário e toda essa baboseira.” Além disso, a referência “The Walrus was Paul” era tanto sobre a música “I Am The Walrus” (na capa do disco “Magical Mystery Tour”, Paul era o personagem da morsa ou “Walrus” em inglês) quanto a Lennon “dizendo algo legal sobre Paul” tentando se reaproximar do companheiro na época. Coincidentemente a frase anterior é “well here's another clue for you all” ou “bem, aqui vai mais uma pista pra vocês todos”. 

 Curtam o novo clipe! Yeah!

sábado, setembro 29, 2018

SUZY STAR

Capa da Life - 1957
Este outtake é da canção Suzy Parker, uma das poucas composições de Lennon / Starkey / Harrison / McCartney. É um rock de guitarra com John no lead vocal, das Get Back Sessions, gravado em janeiro de 1969.

Suzy Parker (28 de outubro de 1932 - 03 de maio de 2003) foi uma modelo e atriz americana atuando de 1947 até o início dos anos 60. Sua carreira de modelo atingiu o apogeu na década de 50, quando surgiu na capa de dezenas de revistas, em propagandas e papéis no cinema e na televisão. Contracenou com Cary Grant, um ícone do cinema. Ela também foi considerada a modelo de mulher americana após a 2a Guerra Mundial.

Suzy era muito procurada para anúncios de produtos de beleza, bem como para estampar seu rosto na publicidade de muitas outras empresas de cosméticos. Foi a primeira modelo a ganhar US$ 100.000 por ano e a única modelo a ser mencionada numa composição dos Beatles, apesar dela não ter sido lançada oficialmente.

Ouça agora a canção Suzy ParkerRock, guys!

Suzy Parker (unreleased)

quarta-feira, setembro 26, 2018

LENNON X McCARTNEY

Uma discussão frequente entre fãs dos Beatles é a questão da troca de mensagens nas músicas entre John e Paul, enquanto eles eram parceiros no grupo. Alguns acham pura paranoia, outros juram que elas existiram. Bom, o que se tem discutido é que tudo começou com Paul compondo Hey Jude, lançada em 26 de agosto de 1968, que ele afirma ser para Julian, o filho de John. Como se sabe, Julian, com apenas 5 anos de idade, estava passando por momentos delicados com a separação dos pais, John e Cynthia. Dizem que, na verdade, Hey Jude seria uma mensagem para John segurar as pontas (... pegue uma canção e a torne melhor... não carregue o mundo nos seus ombros...). O próprio John achou, na época, que a canção era mesmo para ele.

Posteriormente, John compôs a música Don't Let Me Down, provavelmente em janeiro de 1969, que, segundo alguns, é um pedido para que Paul o entenda e não o abandone, pois ele estava amando pela primeira vez (Yoko), que tal amor era para sempre e coisa e tal. Daí, ainda segundo aqueles mesmos alguns, Paul responde com Oh! Darling, composta aproximadamente em maio de 1969 (juram que em determinados momentos Paul canta Oh! Johnling!) dizendo num dos versos que ele nunca o deixará (I'll never let you down...).

Ok. Já depois da separação dos Beatles, Paul lança o seu segundo álbum denominado Ram, em 28 de maio de 1971. Só que o momento era bem outro, com brigas e processos sobre os negócios dos Beatles, mostrando Paul e John em ferrenha oposição. Então, no Ram, Paul aparece segurando um carneiro (ram) pelos chifres e coloca na contra-capa um besouro (beetle!) em cima de outro... Isto causou uma grande raiva em John, que também viu insinuações contra ele nas músicas Too Many People (too many people preaching fantasies) e em The Back Seat of My Car (we believe that we can't be wrong)... Humm... Seria o hábito de interpretar as músicas de Paul nos "velhos tempos"?

Pois bem. Se tais detalhes no álbum Ram não foram tão diretos assim, John não se fez de rogado e, para quem quisesse ouvir, tascou a lenha em Paul no seu álbum Imagine, lançado em 8 de outubro de 1971 na Inglaterra. Nele, na música How Do You Sleep? (com George Harrison na guitarra), ele canta que a música de Paul soa como muzak (tipo de musiquinha de consultório de dentista) para seus ouvidos; que uma carinha linda poderia durar um ano ou dois e que depois ele teria que mostrar seu real valor; que Paul só tinha feito Yesterday na vida; que depois de tudo Paul tinha que ter aprendido Something... Ou seja, mais explícito impossível! Ah! John ainda colocou no álbum uma foto sua segurando um porco pelas orelhas, quase na mesma pose do ex-parceiro!

Bom, depois disso Paul ainda fez uma suposta tréplica no seu próximo álbum Wild Life, de 7 de dezembro de 1971, dizendo na música Some People Never Know que algumas pessoas podem dormir à noite achando que o amor é uma mentira; que eu (Paul) sou uma pessoa como você (John), por isso, ame; porém, algumas pessoas nunca sabem...

Mas mesmo nesse álbum, Wild Life, Paul escreve a música Dear Friend para John, onde ele diz: " - Dear friend, what's the time? Is this really the borderline? Does it really mean so much to you? Are you afraid, or is it true? Dear friend, throw the wine, I'm in love with a friend of mine. Really truly, young and newly wed. Are you a fool, or is it true? Are you afraid, or is it true?". ("Caro amigo, qual é o tempo? Esta é realmente a fronteira? Será que isso realmente significa muito para você? Você tem medo, ou é verdade? Caro amigo, passe o vinho, eu estou apaixonado por um amigo meu. Verdade mesmo, jovens e recém-casados. Você é um idiota, ou é verdade?").

E, no final de 1971, John, perguntado pelas trocas de farpas com o antigo parceiro, finaliza o assunto dizendo: "- É o meu melhor amigo. Eu não posso brigar com um amigo meu?".

Por último, em 26 de abril de 1982, portanto após o assassinato de John, Paul escreve para ele a música Here Today, do álbum Tug Of War, na qual, dessa vez bem explicitamente, ouve-se: " - I love you".

Mas, indo para a canção de hoje, separei exatamente uma filmagem de um ensaio de John (extraída do filme Imagine), cantando a 'paulada em Paul' How Do You Sleep. George  está na guitarra e em determinado momento dá uma olhada meio estranha para John, como se não concordasse com tudo aquilo. Será? Posteriormente, há um trecho de uma entrevista, na qual John disse que, na verdade, tudo que ele disse era referência à ele mesmo...

E o que você acha?  Listen!

sábado, setembro 15, 2018

WHO CARES

Delícia de rock! Paul! Egypt Station! Yeah!

segunda-feira, agosto 27, 2018

I DON'T KNOW - EMMA

E nem o novo álbum do Paul McCartney, Egypt Station, foi lançado e já começam a surgir lindas interpretações das suas músicas. 

Veja e ouça aqui a leitura da canção I Don't Know pela Emma Lachance. Enjoy!