O aniversário de George é comemorado no dia de hoje, 25 de fevereiro, mesmo após ele ter revelado que nascera faltando dez minutos para a meia-noite do dia 24 de fevereiro. Penso que, pelo espírito de George, não seria exagero comemorar seu nascimento nesses dois dias e, por isso, ontem o blog passou boa parte ouvindo suas maravilhosas criações.
E hoje, 25, separamos a demo da belíssima Behind That Locked Door, canção do seu álbum triplo All Things Must Pass, de 1970.
Happy birthday! Sabemos que Deus o continua abençoando, onde quer que esteja, George!
Awaiting On You All (A Espera de Todos Vocês) é uma canção de George lançada no seu álbum triplo de 1970, o All Things Must Pass.
A letra é realmente visceral, atacando o sistema e a cegueira das pessoas que sempre procuram uma desculpa para não buscar a descoberta de si mesmo, para não buscar Deus.
"Você não precisa de horóscopo ou microscópio para saber que o seu interior está uma bagunça". "Você não precisa de nenhuma igreja e você não precisa de templo". "Você não precisa de nenhum rosário ou livros para ler para perceber que você falhou". " E enquanto o Papa detém 51% da General Motors e a bolsa de valores é a única coisa que está qualificada para citar-nos, o Senhor está à espera de todos vocês para fazê-los despertar e enxergar". "Ao cantar os nomes do Senhor e você estará livre". Ok, George!
Awaiting On You All (early take)
Awaiting On You All George Harrison
You don't need no love in You don't need no bed pan You don't need a horoscope or a microscope The see the mess that you're in If you open up your heart You will know what I mean We've been polluted so long Now here's a way for you to get clean
By chanting the names of the lord and you'll be free The lord is awaiting on you all to awaken and see Chanting the names of the lord and you'll be free The lord is awaiting on you all to awaken and see
You don't need no passport And you don't need no visas You don't need to designate or to emigrate Before you can see Jesus If you open up your heart You'll see he's right there Always was and will be He'll relieve you of your cares
By chanting the names of the lord and you'll be free The lord is awaiting on you all to awaken and see Chanting the names of the lord and you'll be free The lord is awaiting on you all to awaken and see
You don't need no church house And you don't need no Temple You don't need no rosary beads or them books to read To see that you have fallen If you open up your heart You will know what I mean We've been kept down so long Someone's thinking that we're all green
And while the Pope owns 51% of General Motors And the stock exchange is the only thing he's qualified to quote us The lord is awaiting on you all to awaken and see By chanting the names of the lord and you'll be free
Dig a Pony é uma canção de John, porém registrada como Lennon / McCartney, originalmente gravada no álbum Let it Be de 1970. Ela foi lançada também no álbum Let It Be... Naked de 2003.
Dig a Pony foi a segunda canção tocada no famoso concerto no telhado da Apple Studio na Savile Row no dia 30 de janeiro de 1969.
Inicialmente o álbum se chamaria Get Back, porém, por vários problemas, inclusive brigas, o projeto foi largado de lado em meados de 1969. As fitas ficaram quase que por um ano arquivadas, até que o empresário dos Beatles na época, o controvertido e filho-da-mãe (pra pegar leve) Allen Klein as deu para o produtor Phil Spector, com anuência de John, George e Ringo, transformá-la no álbum Let it Be. Paul ficou desesperado (pra não dizer puto pra caralho) com os arranjos colocados especialmente nas suas canções Let it Be e The Long and Winding Road, motivando-o a lançar em 2003 o álbum Let it Be Naked...
Ouça a gravação de Dig a Pony que faria parte do álbum Get Back, à epoca a cargo do produtor Glyn Johns, caso ele tivesse sido lançado oficialmente. Ok, boys!
A canção Picasso's Last Words de Paul foi lançada no disco Band On The Run, de 1973.
O curioso sobre ela é que Paul estava de férias na Jamaica quando encontrou o ator Dustin Hoffman que o desafiou a fazer uma canção ali na hora.
Dustin pegou um exemplar da Time Magazine que noticiava a morte do grande pintor Picasso. Leu algumas frases para Paul e perguntou se saia alguma coisa.
Paul puxou o violão e compôs na hora essa bela canção, cujo um dos ensaios você vai ouvir agora. Cool!
One Day (At a Time) é uma canção de John lançada em novembro de 1973 no álbum Mind Games.
Nesse período, as coisas não andavam nada bem para o casal John / Yoko e logo após o seu lançamento John partiu para o famoso 'fim de semana perdido' (que duraria 14 meses) em Los Angeles, junto de May Pang, secretária de Yoko, com o consentimento da patroa.
O tom deste álbum é sombrio e melódico, com canções direcionadas para Yoko (Aisumasen (Sinto Muito), One Day (At a Time), Out The Blue e You Are Here).
E o blog separou um outtake da canção One Day (At a Time), onde ouve-se John cantando quase que em sussurro, como que meio desiludido, triste e cansado... Listen!
Hoje você vai ouvir uma das músicas do disco ainda inédito de Ringo Starr, Step Lightly, composição do próprio Ringo para seu novo álbum Ringo 2012.
Este será seu 17º álbum solo de estúdio e ele estará nas prateleiras norte-americanas em 31 de janeiro (um dia antes no mercado internacional).
O trabalho foi gravado em Los Angeles e mixado na Inglaterra, também por Ringo, que ainda assina a produção, ao lado de Bruce Sugar. O disco sai nos formatos digital, CD e vinil.
Confira a 'tracklist' abaixo:
01. Anthem (Richard Starkey/Glen Ballard)
02. Wings (Richard Starkey/Vince Poncia)
03. Think It Over (Buddy Holly/Norman Perry)
04. Samba (Richard Starkey/Van Dyke Parks)
05. Rock Island Line (Arrangement by Richard Starkey)
O álbum triplo All Things Must Pass foi o terceiro álbum solo de George e o primeiro após a separação dos Beatles.
Ele foi gravado entre maio e setembro de 1970. George convidou grandes amigos para participar do álbum, entre eles Eric Clapton, o ex-beatle Ringo Starr, Bob Dylan, Billy Preston, Peter Frampton, membros da banda Badfinger e Phil Collins. O lançamento foi no mês de novembro.
All Things Must Pass alcançou o quarto posto nas paradas britânicas e passou sete semanas em primeiro lugar nas norte-americanas, ganhando seis álbuns de platina.
E para hoje o blog separou uma demo da bela Run Of The Mill, uma das canções daquele que é considerado por muitos o melhor trabalho solo de um beatle. Ok, George!
Essa home demo de John é uma versão inicial da tocante I'm Losing You, canção do Double Fantasy, seu álbum de 1980. Enjoy!
Stranger's Room (early version of I'm Losing You)
Stranger's Room John Lennon
Here in this lonely room,
Late in the afternoon
Dreaming my life away-hey.
Don't answer the telephone,
I'm not home receiving you.
Here in the afternoon,
Alone in some stranger's room,
What am i doing here at all?
No need to over do it,
I'm bleeding now,
I'm bleeding now.
Stop the bleeding now,
Stop the bleeding now.
Oozing out
Dripping down
Table's silent shout.
Gravação ao vivo no Cavern Club no dia 22 de agosto de 1962. A música é Some Other Guy (Lieber/Stoller/Barrett). Era uma sessão de hora do almoço e o Cavern estava repleto. Parte da apresentação dos Beatles estava sendo filmada para televisão. Foi a quarta apresentação do grupo com Ringo Starr como o baterista novo. Curiosidade: esta versão é diferente da incluída nos vídeos do Anthology. Yeah!
O post de hoje tem uma hipnótica interpretação de George, apenas com sua guitarra, da música Hear Me Lord, que foi lançada oficialmente no seu primeiro álbum solo All Things Must Pass, de 1970. Wonderful, George!
Bluebird é uma bela canção de Paul lançada no álbum Band On The Run em dezembro de 1973.
A gravação do álbum, que seria considerado um dos melhores da carreira solo de Paul, passou por várias peripécias e contratempos. Querendo gravar num lugar diferente dos seus primeiros álbuns, Paul pediu para a EMI enviar uma lista de todos os estúdios internacionais da gravadora (reza uma lenda que ele poderia ter gravado esse álbum no Brasil, porém o estúdio da EMI por aqui estava de mudança para outro endereço e não poderia receber o pessoal...) Então, Paul deparou-se com Lagos (Nigéria) e teve imediatamente a ideia de gravar na África.
Juntamente com o McCartneys, o guitarrista e pianista Denny Laine, o guitarrista principal Henry McCullough e o baterista Denny Seiwell tinham também a intenção de ir. Entretanto, poucas semanas antes da partida no final de agosto de 73, McCullough deixou os Wings na Escócia; Seiwell seguiu o mesmo caminho uma noite antes da partida. McCullough alegou que, sendo um guitarrista de formação no jazz, não conseguia tocar as canções sempre do mesmo jeito, levando Paul à loucura, por isso resolveu abandonar o barco. Seiwell preferiu voltar pros EUA e receber um salário melhor como baterista de estúdio, insinuando claramente que Paul era um tremendo mão-de-vaca. A banda tratou de se informar sobre o estado dos estúdios de gravação em Lagos antes da partida para a Nigéria em 8 de agosto.
Estes abandonos de última hora levaram apenas o núcleo da banda - Paul, Linda e Denny Laine - a aventurar-se em Lagos, juntamente com Geoff Emerick, antigo engenheiro de som dos Beatles que esteve por lá para gravar as faixas básicas devido aos obsoletos equipamentos de gravação encontrados nos estúdios nigerianos. Lá, Denny Laine tocou guitarra rítmica, Linda teclados e Paul se encarregou do resto. Há de se mencionar que Paul e Linda se aventuraram sozinhos numa noite em Lagos e foram assaltados, tendo os ladrões inclusive levando tapes de canções que Paul teve que regravar... Outro incidente foi um conflito com o músico de Afrobeat e ativista local Fela Kuti, que publicamente acusou a banda de estar na África para explorar e roubar música africana após a visita da banda ao seu clube. Kuti esteve até mesmo no estúdio para confrontar McCartney, que tocou suas canções para o músico nigeriano, provando que não continham nenhuma influência local.
O álbum Band On The Run foi um grande sucesso - alcançou o topo da parada norte-americana da Billboard em três ocasiões diferentes, e por fim ganhou platina tripla; já no Reino Unido, o disco passou sete semanas no pico da parada no meio do ano, tornando-se o álbum britânico mais vendido daquele ano.
E o blog separou hoje um ensaio de Bluebird, diretamente de 1973, Lagos, Nigéria. Enjoy!
Que os Beatles sempre foram muito empenhados na inovação das suas músicas e nas suas gravações não é segredo. Praticamente isso começou com a distorção na introdução de I Feel Fine, acidentalmente provocada por John que disse: "-Dá para gravar isso?".
Mas se não fosse um sujeito que estivesse aberto à essas inusitadas solicitações, chamado George Martin, provavelmente muitas delas teriam ficado apenas na idéia. Ele sempre fez de tudo para inserir nas gravações os pedidos dos Beatles e jamais disse 'não' antes de tentar o experimento, por mais impossível que pudesse parecer. Ave George Martin! Há muita gente entendida que o defende como o quinto beatle.
Quando George, o Harrison, inseriu a cítara em Norwegian Wood, do Álbum Rubber Soul de 1965, a coisa decolou em vôos cada vez mais altos. Tanto que ficava cada vez mais difícil reproduzir ao vivo as novas faixas, um dos diversos motivos que puseram fim às turnês.
Aí veio o Álbum Revolver, de 1966, o grande salto. Na música Yellow Submarine o estúdio foi tomado pelos mais extravagantes objetos como banheiras, correntes, apitos, bumbos, - inclusive uma máquina registradora, que mais tarde apareceria na música Money do Pink Floyd (Álbum Dark Side Of The Moon, 1973) -, com os quais os Beatles e o seu séquito (Mal Evans, engenheiros de som, Neil Aspinall e até Patty Boyd) produziram os mais diversos e variados sons ouvidos naquela gravação.
Os metais de Got To Get You Into My Life, as guitarras invertidas de I'm Only Sleeping e as colagens de Tomorrow Never Knows, sem contar o maravilhoso quarteto de cordas de Eleanor Rigby, foram os pontos altos de um novo som que espantou o mundo.
É... Aqueles fedelhos que queriam apenas segurar na sua mão estavam deixando o ceticismo da crítica de queixo caído. E o resto da história sabemos muito bem.
Bom, é muito difícil proclamar o mais experimentalista dos Beatles. Assunto para discussões homéricas. Porém, é inegável que Paul foi o que mais se aventurou pelo panorama artístico de Londres nos anos 60 e absorveu muita coisa diferente. John, para mim, já tinha essa atitude de procurar novos sons e imagens desde que nasceu. George nunca acomodou e também lançou o seu experimental Álbum Wonderwall em 1968, composto para se tornar trilha sonora de um filme anos 60 de Joe Massot. E Ringo? Bom Ringo não se acabrunhava e nem ficava perdido quando precisava inserir a bateria nas músicas que lhe eram mostradas.
E assim viemos parar em 2000, quando Peter Blake (design da capa do Álbum Sgt. Pepper de 1967 - outro arroubo!) solicitou a Paul que ele criasse algo musical e com um clima, um espírito de Liverpool, para que fosse usado em uma exposição de arte na Tate Galeria. Paul não se intimidou e produziu o Liverpool Sound Collage, um EP com cinco músicas que usam partes de sessões de gravação dos Beatles na década de 60, além de uma colagem de sons feita na cidade natal deles, Liverpool.
E uma dessas músicas/colagens ouviremos aqui hoje: Free Now. Nela você perceberá os Beatles conversando em estúdio (logo no ínicio George dá instruções para a gravação de Think for Yourself dizendo: "- The bit that John finally got just after that. And we will do both of the 'do what you want to do'.") e também a participação da banda galesa Super Furry Animals. Som, muito som na caixa!
E o Beatles Outtakes traz pra você a canção My Valentine, recente composição de Paul que sairá no seu próximo álbum em fevereiro de 2012.
Paul fez a canção para sua mulher Nancy Shevell e ele próprio a cantou durante o casamento dos dois. A cerimônia ocorreu no dia 9 de outubro de 2011, data em que John Lennon faria 71 anos. Paul!
Conforme a postagem do dia 17 de novembro de 2008, do Beatles Outtakes, com o título de FAIR CAROL, Paul realizou gravações do álbum Londow Town, de 1978, em 1º de maio de 1977 num iate chamado Fair Carol nas Ilhas Virgens.
Entre outras músicas, ele gravou Boil Crisis, não lançada oficialmente, a qual o blog volta agora por ter pesquisado e encontrado uma nova mix que vale a pena ouvir. Ok, Paul!
O post de hoje, data em que John era assassinado há 31 anos atrás, relembra uma linda balada sua, que nunca foi lançada oficialmente. Essa demo de Mirror Mirror (On the Wall), cantada e tocada ao piano no seu apartamento do Dakota em 1977, tem o tom melancólico e uma letra que revela a sua infindável busca pela sua identidade, pelo seu porto seguro, um lugar em que fosse bem recebido e muito amado. Mais ou menos assim: "Olho para o espelho e não há ninguém ali... Apenas continuo fitando... Como pode ser? Sou eu? Sou eu?". Listen!
Mirror, Mirror (home)
Mirror Mirror John Lennon
Sometimes I look in the mirror
There's nobody there
But I just keep on staring and staring
No, can it be, can it be, can it be?
And then I look in the mirror
And nobody's there
But I just keep on staring and staring
And no, is it me, is it me, is it me?
O Beatles Outtakes traz hoje uma gravação caseira de John, feita em 1979, da canção Illusions, (apesar do nome real dela ser Not For Love Nor Money) que nunca foi lançada. Enjoy!
O sonho de ver outro beatle ao vivo foi realizado! No dia 18 de novembro de 2011 rumamos para Brasília para assistir Ringo e sua All Starr Band.
O show foi sensacional, com todos do grupo se esmerando nos seus dotes e carisma. Ringo, no comando de tudo, cantou, dançou, se divertiu e sorriu o tempo todo!
O set list do show foi:
It Don't Come Easy
Honey Don't
(Carl Perkins cover)
Choose Love
Hang On Sloopy
(The McCoys cover)
Free Ride
(The Edgar Winter Group cover) (sung by Edgar Winter)
Talking in Your Sleep
(The Romantics cover) (sung by Wally Palmar)
I Wanna Be Your Man
(The Beatles cover)
Dream Weaver
(Gary Wright cover) (sung by Gary Wright)
Kyrie
(Mr. Mister cover) (sung by Richard Page)
The Other Side Of Liverpool
Yellow Submarine
(The Beatles cover)
Frankenstein
(The Edgar Winter Group cover) (The only song without Ringo on stage)
Back Off Boogaloo
What I Like About You
(The Romantics cover) (sung by Wally Palmar)
Rock and Roll, Hoochie Koo
(Rick Derringer cover) (sung by Rick Derringer)
Boys
(The Beatles cover)
Love Is Alive
(Gary Wright cover) (sung by Gary Wright)
Broken Wings
(Mr. Mister cover) (sung by Richard Page)
Photograph
Act Naturally
(Buck Owens cover)
With a Little Help from My Friends
(The Beatles cover)
Give Peace a Chance
(John Lennon cover)
Gravamos Ringo cantando a maravilhosa Photograph, que ele fez com George:
One Way Love Affair foi uma faixa produzida por Russ Ballard para o que seria o álbum seguinte ao Bad Boy de Ringo, que foi lançado em 21 de abril de 1978.
Ela foi gravada logo após, em 23 de julho de 1978, porém essas sessões foram interrompidas e nunca mais retomadas.
O próximo álbum de Ringo, Stop and Smell The Roses, só sairia dois anos depois e não continha esta faixa. Enjoy!
Happy Rishikesh Song é uma música composta por John durante o período em que os Beatles estiveram praticando meditação na Índia com o guru Maharishi Mahesh Yogi em 1968.
Eles haviam ouvido falar do guru na Inglaterra e, numa tentativa de deixar as drogas de lado trocando-as pela meditação, foram conhecê-lo durante sua passagem por Bangor, País de Gales.
No meio desse pequeno seminário, os Beatles foram surpreendidos pela morte de Brian Epstein, no dia 28 de agosto de 1967. Assim, com a morte de Brian, os quatro precisavam de algo novo para lhes dar direção, e uma viagem à Índia para um maior contato com a doutrina do Maharishi parecia ser a melhor coisa a se fazer naquele momento. O planejado seria viajar em fevereiro ficando na Índia por dois ou três meses, mas tudo não durou mais do que oito semanas. Ringo enjoou da comida que havia levado, pois não queria correr o risco de comer a comida local, e voltou logo após 3 dias, junto da esposa Maureen. Paul e a namorada Jane Asher retornaram em um mês. John voltou em seguida com a esposa Cynthia e George e Pattie, que ainda ficaram mais alguns dias na Índia. Segundo vários estudiosos do epísódio, a volta de John e George deveu-se à sua decepção com o Maharishi que, supostamente, teria 'cantado' uma de suas alunas.
Num balanço geral, a experiência foi um total fracasso, pois da meditação mesmo eles acabaram não desenvolvendo nenhuma rotina. Desde o início, nas noites, o grupo se reunia às escondidas e usavam drogas e bebiam. Paul até disse que tentava meditar, porém quando se dava conta estava mesmo era tentando compor alguma canção. John, cada vez mais fechado em si, pediu para separar o seu quarto de Cynthia e passou a ignorá-la pelo resto da viagem, tendo como seu afazer principal aguardar as cartas que Yoko enviava...
Desse período, várias canções foram compostas e deram origem ao White Album, lançado no final de 1968. Apesar de ter sido um álbum duplo, muitas canções não foram lançadas e várias demos acabaram por não evoluir.
E Happy Rishikesh Song, de John, canção não lançada oficialmente, é a que você vai ouvir hoje. Ok, John!
Happy Rishikesh Song (demo - India 1968)
Happy Rishikesh Song
John Lennon
All you need to do is say this little word
I know it sounds absurd but it's true
The magic in the mantra will give you the answer
And swallow this that's all you gotta do
Everything you need is here
And everything that's not here is not there
And if if there's something missing in this God almighty plan
Could it be you need a woman?
All you need to do is say this little word
I know it sounds absurd but it's true
The magic in the mantra will give you the answer
Just swallow this that's all you gotta do
Everything you need is here
But everything that's not here is not there
And if there's something missing in this God almighty plan
Uma discussão freqüente entre fãs dos Beatles é a questão da troca de mensagens nas músicas entre John e Paul, enquanto eles eram parceiros no grupo. Alguns acham pura paranóia, outros juram que elas existiram. Bom, o que se tem discutido é que tudo começou com Paul compondo Hey Jude, lançada em 26 de agosto de 1968, que ele afirma ser para Julian, o filho de John. Como se sabe, Julian, com apenas 5 anos de idade, estava passando por momentos delicados com a separação dos pais, John e Cynthia. Dizem que, na verdade, Hey Jude seria uma mensagem para John segurar as pontas (... pegue uma canção e a torne melhor... não carregue o mundo nos seus ombros...). O próprio John achou, na época, que a canção era mesmo para ele.
Posteriormente, John compôs a música Don't Let Me Down, provavelmente em janeiro de 1969, que, segundo alguns, é um pedido para que Paul o entenda e não o abandone, pois ele estava amando pela primeira vez (Yoko), que tal amor era para sempre e coisa e tal. Daí, ainda segundo aqueles mesmos alguns, Paul responde com Oh! Darling, composta aproximadamente em maio de 1969 (juram que em determinados momentos Paul canta Oh! Johnling!) dizendo num dos versos que ele nunca o deixará (I'll never let you down...).
Ok. Já depois da separação dos Beatles, Paul lança o seu segundo álbum denominado Ram, em 28 de maio de 1971. Só que o momento era bem outro, com brigas e processos sobre os negócios dos Beatles, mostrando Paul e John em ferrenha oposição. Então, no Ram, Paul aparece segurando um carneiro (ram) pelos chifres e coloca na contra-capa um besouro (beetle!) em cima de outro... Isto causou uma grande raiva em John, que também viu insinuações contra ele nas músicas Too Many People (too many people preaching fantasies) e em The Back Seat of My Car (we believe that we can't be wrong)... Humm... Seria o hábito de interpretar as músicas de Paul nos "velhos tempos"?
Pois bem. Se tais detalhes no álbum Ram não foram tão diretos assim, John não se fez de rogado e, para quem quisesse ouvir, tascou a lenha em Paul no seu álbum Imagine, lançado em 8 de outubro de 1971 na Inglaterra. Nele, na música How Do You Sleep? (com George Harrison na guitarra), ele canta que a música de Paul soa como muzak (tipo de musiquinha de consultório de dentista) para seus ouvidos; que uma carinha linda poderia durar um ano ou dois e que depois ele teria que mostrar seu real valor; que Paul só tinha feito Yesterday na vida; que depois de tudo Paul tinha que ter aprendido Something... Ou seja, mais explícito impossível! Ah! John ainda colocou no álbum uma foto sua segurando um porco pelas orelhas, quase na mesma pose do ex-parceiro!
Bom, depois disso Paul ainda fez uma suposta tréplica no seu próximo álbum Wild Life, de 7 de dezembro de 1971, dizendo na música Some People Never Know que algumas pessoas podem dormir à noite achando que o amor é uma mentira; que eu (Paul) sou uma pessoa como você (John), por isso, ame; porém, algumas pessoas nunca sabem...
Mas mesmo nesse álbum, Wild Life, Paul escreve a música Dear Friend para John, onde ele diz: " - Dear friend, what's the time? Is this really the borderline? Does it really mean so much to you? Are you afraid, or is it true? Dear friend, throw the wine, I'm in love with a friend of mine. Really truly, young and newly wed. Are you a fool, or is it true? Are you afraid, or is it true?".
E, no final de 1971, John, perguntado pelas trocas de farpas com o antigo parceiro, finaliza o assunto dizendo: "- É o meu melhor amigo. Eu não posso brigar com um amigo meu?".
Por último, em 26 de abril de 1982, portanto após o assassinato de John, Paul escreve para ele a música Here Today, do álbum Tug Of War, na qual, dessa vez bem explicitamente, ouve-se: " - I love you".
E você, o que acha disso tudo?
Mas, indo para a canção de hoje, separei exatamente um ensaio de John cantando a 'paulada em Paul' How Do You Sleep, com George na guitarra. Listen!
How Do You Sleep (rehearsal with George on guitar)
You Can't do That é uma canção composta por John e creditada a Lennon/McCartney. Ela foi lançada no álbum A Hard Day's Night, de 1964. O curioso é que o solo de guitarra nesta canção é executado por John e não por George, como seria o usual.
E o blog separou para hoje uma gravação ao vivo da canção feita no Convention Hall, Philadelphia, USA, no dia 02 de setembro de 1964. O evento fazia parte de uma turnê que contava com outros artistas. O público era de 12.037 pessoas.
Os artistas que se apresentaram nesse dia foram, em ordem de aparição: The Bill Combo Black, The Exciters, Henry "Frogman" Clarence, e Jackie DeShannon. Henry juntou-se a turnê nesta data, substituindo os Righteous Brothers que se queixaram a Brian Epstein, empresário dos Beatles, que sua música era abafada pelos aplausos do público para o seu conjunto. George Harrison contou bem mais tarde:
- "Os Righteous Brothers estavam no palco cantando quando chegamos de helicóptero. Todas as pessoas ficaram loucas nas arquibancadas, apontando para o céu, gritando e gritando e não estavam nem aí para os Righteous Brothers - o que os irritou profundamente. Ficaram tão irritados que decidiram deixar a turnê. Justa indignação. Deve ter sido muito chato para eles..."
E direto da Philadephia no dia 2 de setembro de 1964, The Beatles! Listen!
You Can't Do That (live - Convention Hall - Philadelphia - 02 sep 1964)
12 de setembro de 1963, EMI Studios, Abbey Road, Londres. George ia para o décimo-terceiro take de Don't Bother Me, sua primeira música gravada nos Beatles.
Eram as With The Beatles Sessions, segundo álbum do grupo. Ok, George!
Life Begins at 40 (A Vida Começa aos 40) é uma canção de John escrita em 1980, ano em que ele e Ringo completaram 40 anos de idade.
John gravou uma demo da música em sua casa (e é a versão que você vai ouvir hoje), mas ela não foi gravada em qualquer uma das sessões para o seu álbum de retorno, Double Fantasy. Ao invés disso, ele pretendia dar a música para Ringo gravar em seu próprio álbum.
A música é um delicioso country que John tinha certeza de ficar bem adaptado ao estilo de Ringo cantar. Porém, depois do assassinato de John em dezembro de 1980, ironicamente e infelizmente, estes planos foram compreensivelmente arquivados. Listen!
A canção Roll Over Beethoven foi composta por Chuck Berry em 1956. Segundo Berry, ele a compôs para atazanar sua irmã, que sempre ficava ao piano tocando músicas clássicas enquanto ele queria tocar outros estilos mais "jovens". Ela está entre os seus maiores sucessos.
Em 2004 a canção foi classificada como a número 97 da lista da Rolling Stone das 500 Maiores Canções de Todos os Tempos.
Muita gente gravou a canção, inclusive os Beatles, na voz e guitarra de George Harrison, no dia 30 de julho de 1963 para seu segundo álbum britânico, With The Beatles.
E o blog separou para hoje uma gravação de Roll Over Beethoven feita pelos Beatles no dia 2 de setembro de 1964, ao vivo do Convention Hall na Philadelphia, USA. Ok, Boys!
This One é uma canção de Paul lançada no álbum Flowers In The Dirt em 1989.
A Adri, no seu blog www.nadacontraoverso.blogspot.comescreveu o seguinte sobre ela: "A canção é uma metáfora para o relacionamento do devoto com o Deus (ou Eu Interior): um relacionamento íntimo e aberto. Na filosofia hindu, o homem deve estabelecer um contato com seu Ser - alma - e não permitir que o Ego (consciência de uma existência escrava da matéria e dos desejos) o subjulgue. A única forma possível é abrir o coração (open up your heart) e saber que a alma é seu verdadeiro ser (you were mine - ou seja, o hong só: "Eu sou Ele"). A letra é um alerta ao devoto para não perder a oportunidade de cultivar essa Amizade Divina com seu próprio interior deixando escapar momentos preciosos. Só há um tempo ideal para tal: o agora (there never could be a better moment than this one). A imagem de Deus (Brahma) montado em um cisne (hans vahana) representa o conhecimento.
This one parece ter sido feita em parceria com beatle mais espiritualizado. A melodia, inclusive, tem muita semelhança com trabalhos do projeto Traveling Wilburys - um "super" grupo com ninguém menos que George Harrison, Bob Dylan, Roy Orbison e Tom Petty. É uma das minhas favoritas do Paul e muito pouco reconhecida pelos fãs... ". Valeu, Adri!
E o blog separou um take alternativo dessa bela canção de Paul. Enjoy!