Friday, May 17, 2013

PEOPLE TELL ME I'M LUCKY

Every Little Thing é uma canção de Paul, creditada à dupla Lennon / McCartney, que foi lançada no álbum Beatles For Sale em 4 de dezembro de 1964.

Quando do lançamento de Beatles For Sale, a beatlemania estava a todo vapor e o sucesso do filme /álbum A Hard Day's Night havia trazido o reconhecimento de público e crítica.

Neste disco os Beatles repetiram a fórmula covers (dentre os quais a releitura definitiva de Rock And Roll Music de Chuck Berry) e composições próprias, onde destacam-se Eight Days A Week e No Reply.

Os Beatles estavam exaustos das turnês e gravações que vinham realizando. Dois meses e oito dias após gravarem o terceiro álbum A Hard Day's Night, eles voltaram ao estúdio para gravar Beatles For Sale.

Haviam acabado também uma turnê pela Austrália, Nova Zelândia, Finlândia, Dinamarca e Suécia e feito várias aparições em programas de TV e de rádio na Inglaterra. Isso os levou a incluir alguns covers em seu novo álbum. Nos dois primeiros álbuns, os Beatles já haviam incluído alguns covers, mas no terceiro só incluíram composições próprias. Talvez por isso, alguns críticos consideraram Beatles For Sale o álbum mais fraco da carreira dos Beatles. Não pela qualidade dos covers escolhidos mas por um retorno aos covers, era como se eles tivessem voltado um passo atrás na elaboração de novas e próprias canções (raciocínio de uma grande idiotice, para mim).

Foi o quarto álbum do grupo em apenas 21 meses desde o primeiro. Durante as seções de Beatles For Sale, os Beatles gravaram ainda as músicas I Feel Fine e She's A Woman que foram lançadas no mesmo compacto, mas não estiveram presentes no álbum. I Feel Fine é uma música de John, embora creditada a Lennon / McCartney. A música trouxe um riff de guitarra próprio e pulou direto ao primeiro lugar das paradas de sucesso. She's a Woman trouxe Paul nos vocais em uma clara influência do estilo de vocal feito pelo cantor Little Richard. Nos Estados Unidos, a maioria das músicas foram lançadas em um álbum chamado Beatles'65.

E o blog separou para hoje o raro take 4 de Every Little Thing. Ok, boys!

Every Little Thing (take 4)


Fonte: Wikipédia

Friday, May 10, 2013

Thursday, May 09, 2013

PAUL IN GOIÂNIA - SERRA DOURADA STADIUM

“Pegar o carro, parar para tomar um suco de acerola, olhar no relógio e rumar para o estádio Serra Dourada, reduto de vários jogos de futebol aqui de Goiânia é um programa que gosto muito. Só que dessa vez eu estou indo até lá para assistir a um show. Qual? Bom, um show de um dos meus ídolos de infância e da adolescência, junto de John, George e Ringo. É um show do beatle (ex-beatle NON ECKZISTE!) Paul McCartney.” 

Se eu escrevesse o parágrafo acima no ano passado, muitos dos que conhecem meus textos, nos quais crio situações fictícias do personagem Big Charles (o próprio Carlão aqui) em interação com os Beatles não teriam dúvidas de que se tratava de mais uma beatlefic. 

Pois é, pessoal… Não é não! O cara veio na minha cidade antes mesmo de eu ir até a dele! E depois de ter assistido a três de seus shows (um num camarote e dois nas arquibancadas), desta vez animei e me postei ali, bem na sua frente, na Pista Premium. Apesar de já ter completado cinquenta e três aninhos (o corpinho ainda é o mesmo de cinquenta e dois), mais em frequente débito com exercícios físicos, toda aquela dor nas pernas e na velha coluna, devida à espera em pé, simplesmente desapareceu. O cara entrara em cena! 

Com um blazer rosado e o característico sorriso no rosto, Sir Macca logo começou a cantar Eight Days a Week, canção que ele escreveu com ajuda de John Lennon, após ter ouvido do motorista do táxi, no trajeto até a casa do parceiro, reclamar que estava trabalhando oito dias por semana.

Eight Days a Week

Daí, nesse momento, todo tipo de dor física foi dissipada e qualquer preocupação relacionada à rotina exigente do dia-a-dia foi jogada para escanteio, ali mesmo no canto do estádio. Jovial e sempre brincalhão, Paul tascou na primeira fala: “Ôi Goiânia! Ôi goianos! Esta noite vou tentar falar um pouco de português. Espero não falar bobaginha.”. 

Com o fundo multicolorido do telão e com a bela iluminação que destacava Paul e a sua incrível banda, inicialmente tive a impressão de estar diante de uma imensa televisão 3D, porém alguém cochichou no meu ouvido – seria John (homenageado e lembrado mais uma vez em Here Today) dando uma sapeada por aqui e me vendo atônito resolveu me cutucar? -: ‘Ô cabeção, o cara tá aí mesmo, na sua frente!’. E estava mesmo! 

Quando rolava a apresentação de My Valentine, vários insetos da família Tettigoniidae, conhecidos como “esperanças”, apinharam na sua camisa branca, que, sempre bem iluminada – mais do que a roupa do restante da banda – chamava bem mais atenção dos bichinhos alados. Há na cultura popular a crença de que o pouso deste inseto em uma pessoa lhe trará boa sorte. With a Little Lucky, Paul! 

E assim (como numa apresentação durante a turnê de Driving Rain nos EUA, quando a sua equipe levantou cartazes com corações no momento em que ele cantava The Long and Winding Road o deixando engasgado e quase sem poder continuar a canção), o incrível profissionalismo e experiências de palco, fizeram Paul contornar a situação e continuar a canção. Ele só deixou escapar uma risadinha mais forte quando um deles, mais afoito, insistiu e acabou entrando pelo seu colarinho, roçando-lhe a nuca! Seria fêmea? 

Penso que talvez outro artista, mais estrelinha do que profissional, poderia ter parado o show e solicitado uma providência para a retirada ou minimização do inusitado balé dos inócuos insetos. Paul McCartney não! O gênio simplesmente transformou a situação num ponto pitoresco e bem-humorado do show, acariciando um dos renitentes alados (que não saía do seu ombro) e dando-lhe o nome de Harold, o qual foi apresentado como ‘meu novo amiguinho’. 

Paul e Harold, seu novo "amiguinho"

Um festival de balões vermelhos foi erguido durante My Valentine, homenagem ao seu recente casamento com Nancy Shevell – que, diga-se de passagem, deve ter sido uma das responsáveis pelo novo look de Paul: mais antenado, porém elegantemente despojado e solto! Celulares e isqueiros foram acionados e iluminaram o estádio enquanto ele cantava Let it Be. Cartazes (gentilmente cedidos pela musa da beatlemania Claudia Tapety), sobre a segunda-feira sem carne, foram levantados ao som de Maybe I’m Amazed que ele, como sempre, dedica à Linda McCartney, morta em 1998. Nancy, permitindo o gesto, é mesmo uma pessoa que entende das coisas. 

De repente, um ursinho de pelúcia, com uns baitas óculos, presenteado por alguma fã, foi parar no seu incrível piano multicolorido, e ali ficou ouvindo privilegiadamente Your Mother Should Know e Lady Madonna. Depois, balões negros voaram durante Blackbird, enquanto Paul, em cima de um tipo de andaime móvel, levitava sobre a plateia. 

O simpático ursinho ouvindo Your Mother Should Know e Lady Maddona

E o sonho assim foi se desenrolando. As emoções que vivi até hoje foram ali se apresentando também, coladas nos acordes, nas letras e nas melodias, tão vivas e atuais como só uma obra universal pode se revelar: a deliciosa Let me Roll it, o rockaço Hi, Hi, Hi (que fora proibida nos anos setenta por conotações sexuais – o velho puritanismo calhorda, hoje praticamente extinto graças a vários movimentos e também a mensagens como essa de Paul), All Together Now, que nos deu uma pitada do filme Yellow Submarine. Being For The Benefit Of Mr. Kite!, uma música praticamente toda de John Lennon, que a compôs após adquirir um pôster que anunciava a apresentação de um show de circo, cujos efeitos sonoros somente há pouco tempo a permitem ser apresentada ao vivo. Lovely Rita, que Paul fez para guardas de trânsito londrinas, que multavam quem parasse seus carros em locais proibidos. Uma flor vermelha de pelúcia foi lançada no palco por um fã e sobre o piano negro ficou desde Golden Slumbers até o final da apresentação. E, numa das performances mais tocantes, mesmo constante na maioria dos seus shows, Something, quando surgem várias imagens de George Harrison, fazendo com que este que vos escreve mais uma vez se debulhasse em lágrimas. Há momentos, não importa sua repetição, nos quais é impossível segurar o coração.

A flor vermelha sobre o piano

Assim, como que para coroar a certeza de que Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Starr serão ouvidos enquanto brotarem corações, ao meu lado jovens com menos de vinte anos de idade cantavam cada canção e gritavam como se estivéssemos em 1964. Percebi, emocionado, que naquele momento eles estavam também preenchendo a trilha sonora de suas vidas...

Voltei no tempo, estamos no tempo. Viva a música que exala vida: “Love is old, love is new, love is all, love is you.”. E nos versos de Sir Paul, despedindo-se do Serra Dourada: “And in the end, the love you take, is equal to, the love you make.” 

THANK YOU, SIR!

Golden Slumbers/Carry That Weight/The End (live Goiânia - by Carlos Edu Bernardes)

Tuesday, May 07, 2013

PAUL IN GOIÂNIA - 6 MAY 2013!

SOMETHING


LIVE AND LET DIE 

 

Wednesday, May 01, 2013

I BELIEVE

A postagem de hoje traz duas faixas de Yesterday trabalhadas pelo nosso colega na Beatles Brasil, o Maurício Cruz. Ele mesmo explica:

"Ouvindo o Space Between Us, do Paul, curioso que sou, separei e ouvi canal por canal e separei o canal central, mais interessante, onde percebi que foi mixada a voz do Paul sempre junto com guitarra ou violão, mas sem backs, nem bateria e nem teclado... Muito legal a voz dele em evidência, exceto em Yesterday, onde o canal central tem apenas o violão e mais nada... Nem voz... Lindo.
E no final, o audio do "novo video" acabou virando um CD-Audio que só eu tenho... The Space Within Us - Cut. Eu tenho tudo isso guardado por aqui.

Aqui coloquei somente o canal central dela (o som é mais baixo, é preciso dar uma aumentadinha), apenas com o violão:

Paul McCartney - Yesterday (guitar only - dvd Space Between Us)
E aqui, Yesterday remixada (pode voltar o volume do som para o normal) de DTS 5.1 para stereo-CDA:

Paul McCartney - Yesterday (dvd Space Between Us - remix)

Maluquice? Não acho. Eu prefiro chamar de curiosidade excessiva isso que me leva a fazer essas coisas, que muitas vezes, como neste caso, somente eu vi e ouvi até hoje."

Muito legal, Maurício! Obrigado por disponibilizar as faixas, pois mais malucos adorarão ouví-las!

Sunday, April 28, 2013

ONLY LOVE...

Only Love Remains é uma canção de Paul de 1986, lançada não só no álbum Press to Play como também no formato single, de 7" e 12" (single e maxi single). 

No formato single a canção do lado B é Tough on a Tightrope e no formato maxi single constam as canções Only Love Remains, Only Love Remains (remix), Tough on a Tightrope (remix by Julian Mendolssohn) e Talk More Talk (remix by McCartney e Jon Jacobs)

Porém, o blog separou para hoje uma gravação de Paul cantando Only Love Remains para um especial de televisão, com uma orquestra e também um belo saxofone fazendo companhia. Enjoy! 

Paul McCartney - Only Love Remains (special TV)

Wednesday, April 24, 2013

ANY DAY NOW

I Shall Be Released é uma canção de 1967 escrita por Bob Dylan. 

O conjunto The Band a lançou no seu álbum Music From Big Pink, de 1968. 

Dylan gravou duas versões principais: a primeira está no Basement Tapes, gravado em 1967 e lançado em Bootleg Series 1-3 em 1991. Depois, ele a gravou pela segunda vez em 1971, lançando esta nova gravação em Greatest Hits Vol. Bob Dylan II

E você vai ouvir os Beatles tocando a canção durante os ensaios do álbum Get Back (Let it Be) no início do ano de 1969. Ok, boys! 

The Beatles - I Shall Be Released (cover - Get Back Sessions)

Saturday, April 20, 2013

JAI GURU DEVA... OMMMMM

Em sequência à postagem de ontem, hoje separamos o sensacional registro de Across The Universe, com a brasileira Lizzie Bravo e sua colega londrina Gayleen Pease, que estavam na porta dos estúdios da Abbey Road tietando os Beatles, cantando o refrão. Era fevereiro de 1968 e Lizzie contava com apenas 15 anos de idade.

Lizzie e Gayleen se surpreenderam quando Paul apareceu lá de dentro dos estúdios e perguntou: "- Quem alcança uma nota alta aí?". Elas, sem pestanejar, gritaram: "- Eu!". E foram com Paul para dentro dos estúdios gravar.

Inacreditável? Pode ser, mas aconteceu! Simples assim! Pois é.

Bom, no registro abaixo aparece também a cítara de George Harrison, porém essa versão não é propriamente das gravações do então álbum Get Back (que viria a se tornar o Let it Be)...

Tal como aconteceu com I Me Mine, Across The Universe foi vista e ouvida no filme Let it Be rodado em 1969 e, portanto, foi praticamente obrigada a comparecer no álbum. Como ela não foi retomada mais tarde nos estúdios da Apple, onde as filmagens e as gravações se findaram, optou-se por utilizar a gravação da faixa da sessão original nos estúdios Abbey Road de fevereiro de 1968, quase um ano antes do início do projeto Get Back. O problema era que a música tinha acabado de ser lançada em dezembro de 1969 pela World Wildlife Fund como um álbum de caridade chamado No One's Gonne Change Our World. A eventual inclusão no álbum atual exigiria usar a mesma gravação - já que ela não foi retomada -, mas de alguma forma fazendo parecer diferente da versão da World Wildlife Fund e mais como uma gravação de Get Back. Para fazer isso, o produtor contratado para o projeto, Glyn Johns, mixou a faixa incluindo Lizzie Bravo e Gayleen Pease nos backing vocals. Nota-se que as vozes delas são audíveis, mas são mantidas no fundo. Além disso, por inclusão de alguns segundos de conversa de John no início, Johns foi capaz de criar a ilusão de que esta era uma gravação diferente. Deve-se notar que Phil Spector teve o mesmo tipo de atitude com a música para dar contornos finais ao então Let It Be, lançado em 9 de maio de 1970, mesmo que essas atitudes tenham tomado rumo diferente, mas isso é assunto - e que assunto! - para outro post...

Lizzie contou mais tarde: "- A versão no disco Let it Be (gravado em janeiro de 1969 e lançado somente em maio de 1970) é bem diferente. Foi aproveitada apenas a voz de John e o produtor Phil Spector colocou cordas e um coral.". Ainda segundo Lizzie: "- John disse que Across The Universe é uma de suas músicas favoritas, talvez sua melhor letra, embora nunca tivesse sido gravada como merecia.". Listen: Beatles, Lizzie and Gayleen!

The Beatles - Across The Universe (mix)

Friday, April 19, 2013

WORDS ARE FLOWING OUT LIKE ENDLESS RAIN INTO A PAPER CUP

Across the Universe é uma canção de John, porém creditada à dupla Lennon / McCartney e que teve sua primeira aparição no álbum de caridade chamado No One's Gonna Change Our World, em dezembro de 1969, com a brasileira Lizzie Bravo e a amiga britânica Gayleen Pease nos backing vocals.

Mais tarde, numa versão modificada por Phil Spector, ela figurou na track list do derradeiro álbum dos Beatles, o Let it Be.

Porém, ouça agora o take 2, de fevereiro de 1968, remixado da linda canção de John. Let's go!

The Beatles - Across The Universe (take 2 remix)

Sunday, April 14, 2013

THE BALLAD

The Ballad of John and Yoko é uma canção dos Beatles composta por John, mas com grande contribuição de Paul e, por isso, creditada à dupla Lennon / McCartney. Ela foi gravada há precisamente 44 anos atrás, no dia 14 de abril de 1969!

Foi assim: John e Yoko foram até a casa de Paul, em Cavendish Avenue, para que ele pudesse trabalhar com John nessa canção. Apesar das diferenças quanto aos negócios - que naquela altura estavam fervendo em desavenças - os dois tinham muito respeito um pelo outro, além da parceria Lennon / McCartney sempre ter sido uma excelente fonte de renda para ambos. Após terminarem de escrever a letra, foram até Abbey Road onde gravaram a canção, sem a ajuda dos outros beatles (George estava no exterior e Ringo estava filmando com Peter Sellers). Paul encarregou-se da bateria, do baixo, do piano e da percussão, e John fez a primeira voz e a guitarra.

The Ballad of John and Yoko foi lançada em compacto simples (EP) em 30 de maio de 1969 como lado A, tendo Old Brown Shoe de George Harrison como lado B. 

John tinha pressa e por isso convenceu Paul a ir gravar junto com ele. A gravação foi realizada em uma só sessão (que durou 8 horas e meia). Observação pessoal: para mim Paul "rouba" a canção com o seu baixo, piano, bateria e segunda voz alinhadíssima!

Esta foi a primeira música dos Beatles que não teve mixagem para mono; só foi produzida em estéreo, porém conseguimos uma gravação mixada em mono, não disponível no original inglês, oriunda de um single australiano! Ok, Paul and John!

The Beatles - The Ballad Of John and Yoko (single mono mix)

Saturday, April 13, 2013

PEPPERLAND AGAIN


A canção que o blog separou para hoje foi lançada no disco Return To Pepperland - The Unreleased 1987 Album de Paul.

Ele é considerado como um dos seus mais raros “não-oficiais”, com canções gravadas entre 1984 e 1987.

Ouça agora essa divertida canção! Ok, Paul!

Paul McCartney - Return To Pepperland (unreleased)

Thursday, April 11, 2013

YOU AND I

Two Of Us é uma canção do Álbum Let it Be, gravado em janeiro de 1969, porém lançado em 8 de maio de 1970. Two Of Us foi composta por Paul e atribuída à dupla Lennon/McCartney. Paul diz que ela foi feita para Linda, com quem estava namorando há pouco tempo. Tá certo, viu Paul! Nela existe um verso mais ou menos assim: " - Você e eu temos muitas memórias...". Mas, como poderia haver tantas memórias assim entre um casal tão recente? John sempre achou que essa música foi feita para ele; afinal ele e Paul realmente tinham muitas memórias! O que você acha?

E o blog traz para você hoje um take de 24 de janeiro de 1969, portanto após as brigas de Paul e George e também de John e George.

Ah! As brigas... Em 10 de janeiro, George e John começaram um desentendimento que teria chegado às vias de fato, apesar de negarem o ocorrido (já George Martin declarou ao biógrafo Phillip Norman que a discussão chegou ao nível físico, "com todo mundo se acalmando depois"). O confronto foi um dos poucos que Lindsay-Hogg não capturou para a posteridade, pois, como se sabe, as sessões de gravação do álbum Get Back estavam sendo filmadas. Mas ele filmou George aparentemente saindo dos Beatles. "Estou fora", disse, guardando a guitarra. "Ponham um anúncio e vejam se conseguem chamar alguém. A gente se vê por aí." Paul e Ringo ficaram chocados, mas John não se abateu e começou a tocar uma versão de A Quick One, While He's Away, do The Who, tirando um barato da angústia de George. Naquele mesmo dia, Yoko sentou-se na almofada azul de George, pegou o microfone e começou a cantar um blues ininteligível, enquanto os outros a acompanhavam, sem saber o que fazer, com medo de que John se irritasse e também partisse (curiosamente se trata de uma performance memorável). No mesmo dia, John sugeriu que recrutassem Eric Clapton para substituir George: "A questão é, queremos continuar a banda sem George? Eu com certeza quero."

Em 12 de janeiro, os quatro beatles se reuniram na casa de Ringo para tentar resolver suas diferenças. Mas, quando Yoko insistiu em falar por John, George foi embora de novo. Os Beatles chegaram a um acordo, dias depois, mas George impôs limites rígidos: nada de shows grandes e nada de voltar a trabalhar nos estúdios Twickenham. Yoko, entretanto, continuaria participando de todos os ensaios, ao lado de John. "Yoko só quer ser aceita", disse John. "Ela quer ser uma de nós." Quando Ringo respondeu "Ela não é um beatle, John, e nunca vai ser", John bateu o pé. "Yoko é parte de mim agora. Somos John e Yoko, estamos juntos."

Quase duas semanas depois da saída de George, os Beatles voltaram a tocar, dessa vez em um estúdio improvisado no porão da sede da Apple. George trouxe então o organista Billy Preston, que eles haviam conhecido em Hamburgo (Alemanha) em 1962. Preston participou dos ensaios e sua habilidade no improviso trouxe a dignidade que eles tanto precisavam. John achou a presença de Preston tão revitalizante que quis transformá-lo em membro fixo, um quinto beatle. A resposta de Paul foi taxativa: "Já é ruim o suficiente com quatro".

Bom, vamos ouvir então um take alternativo da canção Two Of UsListen!

The Beatles - Two Of Us (alternate version)