quarta-feira, setembro 07, 2016

THE WINNER IS...

Let it Be é o nome do quinto filme feito pelos Beatles.

No dia 16 de março de 1971, o disco Let it Be recebeu um Grammy como Melhor Trilha Sonora Escrita para um Filme ou Especial de TV em 1970. Paul & Linda se encontravam em Los Angeles e compareceram à solenidade. Receberam o Grammy em nome dos Beatles, e das mãos de ninguém menos que a lenda do cinema americano, John Wayne.

Um mês depois, no dia 15 de abril de 1971, Let it Be ganha um Oscar! A Academia de Artes e Ciências dos EUA, premiou a trilha trilha sonora do derradeiro filme dos Beatles como a melhor do cinema em 1970. Nenhum beatle compareceu para receber a estatueta, que foi entregue ao funcionário da Apple Peter Brown.

Originalmente a ideia era registrar a banda gravando e criando um álbum em estúdio, mas quando começaram as gravações apareceram uma série de conflitos. Quando o filme foi lançado o grupo já tinha se separado.

Ele é então reconhecido como um documentário sobre o fim da banda. As câmeras captaram discussões, desinteresse e uma briga entre Paul e George.

A parte final do documentário é o famoso mini-show realizado no telhado do estúdio da Apple, em Savile Row. As filmagens começaram em 2 de janeiro de 1969 e terminaram no final do mesmo mês. Algumas músicas gravadas durante as filmagens jamais foram lançadas oficialmente pelo grupo e você já ouviu algumas delas aqui no blog.

As 28 horas de gravação foram editadas em 90 minutos de filme e várias músicas ficaram de fora, tanto do filme quanto do álbum Let it Be.

Ele foi dirigido por Michael Lindsay-Hoog. E contou com a participação de Billy Preston nos teclados. Yoko é vista em várias cenas do filme.

Ouça agora a canção Let it Be de um dos ensaios. Play it loud!

domingo, setembro 04, 2016

FIRST TIME

A canção Don't Let Me Down de John foi lançada no lado B do single que contém Get Back no lado A em 11 de abril de 1969. Don't Let Me Down também figurou na track list do álbum Let it Be.

Hoje você vai ouvir um ensaio pra lá de bem humorado de Dont' Let Me Down. Enjoy!


sexta-feira, agosto 19, 2016

LISTEN TO THE COLOUR OF YOUR DREAMS

A canção Tomorrow Never Knows está no álbum Revolver, dos Beatles, de 1966. O nome da canção veio de mais uma das tiradas de Ringo, depois que perguntaram a ele sobre o episódio na Embaixada Inglesa em Washington, 1964. Ele respondeu: " - Tomorrow Never Knows!". O fato: A comunidade britânica, debutantes e aristocratas arrogantes, tiveram um comportamento lamentável, e uma mulher chegou a cortar uma mecha do cabelo de Ringo, bem atrás da orelha esquerda. John afastou todos os que pediam autógrafos reclamando: " - Essa gente não tem a mínima educação!" e, agarrando Ringo pelo braço, disse: " - Estamos indo!". Ringo o acalmou, entregaram os malditos prêmios e partiram. Naquela noite, os Beatles exigiram que Brian Epstein, o empresário, nunca mais os expusesse aquele tipo de situação.

Isto posto, a banda de Sean Lennon, a The Claypool Lennon Delirium, fez um cover de Tomorrow Never Knows em Orlando, USA, em 4 de junho deste ano. Cool!

 

quarta-feira, agosto 03, 2016

DANCE!

Memory Almost Full é o vigésimo terceiro álbum solo de Paul, e que foi lançado em 2007. É o primeiro álbum dele lançado pelo selo da Starbucks. Produzido por David Kahne e gravado na Abbey Road Studios, Henson Recording Studios, AIR Studios, Hog Hill Mill Studios e RAK Studios, entre outurbro de 2003 e fevereiro de 2007, depois de mais de trinta anos com a EMI.

A diferença dele e do álbum anterior, Chaos and Creation in the Backyard, é que conta com a colaboração dos músicos que atualmente acompanham Paul em seus shows, Brian Ray, Rusty Anderson, Paul 'Wix' Wickens e Abe Laboriel Jr., se bem que a maioria dos instrumentos são tocados novamente por Paul.

No REINO UNIDO, Memory Almost Full alcançou o posto número 5 na listas de vendas. Nos Estados Unidos, o álbum estreiou em terceiro lugar com 161.000 cópias vendidas, sendo seu maior êxito comercial desde Flaming Pie.

Leia o que Paul disse sobre o álbum " - Comecei este álbum antes de meu último trabalho, Chaos and Creation in the Backyard. A primeira sessão de gravação foi no outono de 2003 com meu produtor David Kahne. Estava no meio dele quando comecei a falar com Nigel Godrich sobre outro projeto que derivaría em Chaos and Creation in the Backyard. Quando o terminei e me indicaram a três Grammys (2006), voltei a trabalhar neste álbum para finalizá-lo. (...) Em alguns aspectos é um álbum muito pessoal e retrospectivo, com recordações da minha infância, de Liverpool e de verões passados. O álbum é emotivo e rockeiro."

O título Memory Almost Full coincide como anagrama com "For my soulmate LLM", as iniciais de Linda Louise McCartney, o amor de sua vida. Ao ser perguntado pela coincidência, Paul respondeu: " -Devo afirmar que alguém me disse que era um anagrama, e penso que é um mistério porque resulta bastante completo (...) Não foi de forma intencional".

E é do Memory Almost Full que vem a canção e clipe (com a linda Natalie Portman) do post de hoje, Dance Tonight. Cool!

quinta-feira, julho 14, 2016

McCULLOUGH

Em 1972 Paul rebatizou sua banda Wings como Paul McCartney and Wings e no ano seguinte lançou o álbum Red Rose Speedway com mais um integrante na banda, o guitarrista Henry McCullough, e o grupo se tornou um quinteto. 

O álbum trouxe a eles seu primeiro hit de grande sucesso, a balada My Love, com um magistral solo de guitarra de Henry. Há de se dizer que Paul ficava fulo com Henry, de formação jazzística/bluseira, por ele sempre improvisar nas canções. Quase nunca, pra desespero de Paul, as canções ao vivo seguiam as suas inflexíveis e perfeccionistas instruções. A saída de Henry, mais tarde, do Wings, foi causada um pouco por este fator. Henry, irlandês, também teve um irmão que foi vítima do famigerado Bloody Sunday, um confronto entre manifestantes católicos e protestantes e o exército inglês, ocorrido em Derry, Irlanda do Norte, no dia 30 de janeiro de 1972. Tal fato, acrescido pela dor de Henry, levou Paul a compor a canção Give Ireland Back To The Irish, lançada em protesto ao ocorrido e imediatamente proibida de ser tocada nas rádios.

Depois eles lançaram a canção Live And Let Die tendo o ex-produtor dos álbuns dos Beatles a frente, George Martin. Ela foi composta especialmente para ser tema do filme do 007 - James Bond: Viva e Deixe Morrer tendo sido indicada ao Oscar. Recentemente foi eleita a melhor música-tema de um filme de James Bond, em uma pesquisa feita na semana passada com os ouvintes da Radio 5 Live e da Radio 2 da BBC, no Reino Unido. As informações são do site oficial de Paul.

Ainda em 1972 o Paul McCartney and Wings fizeram várias apresentações ao vivo. E é de uma delas que vem o take de hoje, Henry's Blues. A canção, claro, é de Henry McCullough e é ele mesmo quem canta, acompanhado de Paul no baixo, Denny Seweill na bateria, Linda nos teclados e back vocal, além do outro guitarrista, Denny Laine.

Infelizmente, Henry Campbell Liken McCullough faleceu no dia 14 de junho deste ano, aos 72 anos, de complicações cardíacas. Henry!

domingo, julho 10, 2016

GERMAN WOOD

No ano de 1965 John compunha a bela Norwegian Wood para o álbum Rubber Soul, que completa exatamente hoje, 3 de dezembro, 48 anos! Yeah!

A história de tão linda canção é a seguinte: quando John e Cynthia se mudaram de Liverpool para Londres, eles foram morar num apartamento abaixo do qual moravam o fotógrafo Robert Freeman e sua mulher Sonny (Robert Freeman é o autor da foto da capa do álbum With The Beatles, de 1963). 

Sonny era uma modelo muito famosa nos anos 60 em Londres, tendo inclusive saído num calendário da Pirelli. Ela dizia-se norueguesa, porém, na verdade, sua nacionalidade era alemã. Talvez ela mentisse pela ainda proximidade do fim da guerra, com medo de que tal fato pudesse de alguma forma afetar sua carreira.  

Conta Norman que John teve um rápido affair com Sonny, bem debaixo das barbas de Robert e dos olhos ciumentos de Cynthia... Disso, resultou a canção Norwegian Wood (Madeira Norueguesa), ainda segundo Norman, onde John praticamente falava sobre o caso. Conta também que John mostrou para todos numa festa a demo da canção, deixando Brian Epstein (que sabia do caso) morrendo de medo de alguém ligar os fatos e descobrir a aventura de John, o que, felizmente, à época, ninguém percebeu. Esse John! 

E o blog traz hoje o take nº 2 da canção, no qual se percebe um destaque muito grande para a cítara de George, que mais tarde, no take oficial, ficou bem mais discreta, porém igualmente maravilhosa. Enjoy!