quinta-feira, abril 19, 2018

AND I TOLD THEM WHERE TO GO

Blue Jay Way foi escrita por George em agosto de 1967, durante a viagem à Califórnia que fez com Pattie, Neil Aspinall e Alex Mardas (Magic Alex). Ao chegar em Los Angeles, no dia 1º de agosto, eles foram levados para um pequeno chalé com piscina, alugado em Blue Jay Way, uma rua no alto de Hollywood Hills, acima da Sunset Boulevard. Ele pertencia a Robert Fitzpatrick, advogado do mercado musical que estava de férias no Havaí.

Derek Taylor, antigo assessor de imprensa dos Beatles que estava trabalhando em Los Angeles como publicitário, ia visitá-los em sua primeira noite na cidade, mas se perdeu nos estreitos cannyons e se atrasou. Havia um pequeno órgão Hammond no canto da sala, e George passou o tempo compondo uma música sobre estar preso em uma casa em Blue Jay Way enquanto seus amigos estão perdidos na neblina. Blue Jay Way era famosa pela dificuldade da localização – era possível estar próximo geograficamente e, ainda assim, separado por um desfiladeiro.

Quando chegamos lá, a música estava praticamente pronta”, diz Derek Taylor. “Claro, na época eu me senti muito mal. Lá estavam essas duas pessoas terrivelmente cansadas da viagem, e nós estávamos duas horas atrasados.

Taylor se divertiu com as interpretações dadas à música. Um crítico achou que o verso em que George pede que seu convidado não demore (be long) era um conselho para os jovens não pertencerem (belong) à sociedade. Outro aclamado musicólogo acreditava que, quando George disse que seus amigos tinham se perdido (lost their way), queria dizer que uma geração inteira tinha perdido a direção. “É só uma música”, disse Taylor.

BLUE JAY WAY 
George Harrison 

Há uma neblina sobre Los Angeles (L.A) 
E meus amigos perderam o rumo, 
"Estaremos aqui em breve" eles diziam 
Agora eles se perderam em vez disso. 

Por favor, não demore, 
Por favor, não demore demais, 
Por favor, não demore 
Ou eu posso cair no sono 

Bem, isso só vem mostrar 
E eu os disse onde ir 
Pergunte a um policial na rua, 
Há tanto pra se conhecer lá 

Por favor, não demore (não demore) 
Por favor, não demore demais (não demore) 
Por favor, não demore 
Ou eu posso cair no sono 

Agora passou da hora de dormir, eu sei (sei) 
E eu realmente gostaria de ir (ir) 
Em breve o dia vai amanhecer (dia) 
Sentado aqui em Blue Jay Way. (Way) 

Por favor, não demore (não demore) 
Por favor, não demore demais (não demore) 
Por favor, não demore 
Ou eu posso cair no sono 

Por favor, não demore. 
Por favor, não demore demais. 
Por favor, não demore. 
Por favor, não demore demais. 
Por favor, não demore. 
Por favor, não demore. 
Por favor, não demore demais. 
Por favor, não demore. 
Não demore. 
Não demore. 
Não demore. 
Não demore. 
Não demore. 
Não demore. 
Não demore. 

E agora veja o clipe da canção de George! Enjoy!



segunda-feira, abril 02, 2018

UNIVERSE

Uma versão recriada da bela canção dos Beatles escrita por John Lennon.

 Audio / Video mash por DSJ (David St. John) também conhecido como larrydavideo. Curta!

    

domingo, fevereiro 11, 2018

MILK AND... SHOUT!

No dia 11 de fevereiro de 1963, portanto, 55 anos atrás, os Beatles eram esperados nos estúdios da Abbey Road para a gravação do seu primeiro álbum: Please Please Me.

O disco precisava ser gravado em uma sessão de dez horas, num único dia. Para complicar um pouquinho, John chegara resfriado da turnê dos Beatles com Helen Shapiro e se encontrava com o peito congestionado. Chegando em Londres eles foram diretamente para os estúdios e gravaram de início There's a Place, uma composição de Lennon/McCartney.

Logo de cara ficou claro que a voz de John estava áspera, rascante, pois no decorrer da primeira palavra - The e e e ere - ele luta para acompanhar Paul, quase rosnando à medida que a frase mais grave abre caminho para a dinâmica tensa do dueto. Cheque como estava voz de John em There's a Place naquele momento:


Bom, tudo corria sem maiores problemas, até faltar apenas uma música para fechar o dia de gravações. O engenheiro de som sugeriu que eles cantassem Twist And Shout, uma canção escrita por Phil Medley e Bert Russell (gravada em 1960 por um grupo vocal chamado The Top Notes e em 1962 pelo grupo The Isley Brothers), que sempre animava as plateias nos shows e seria o desfecho ideal para aquele primeiro disco. Ouça a canção original gravada pelos The Top Notes e depois compare com a versão dos Beatles...


Mas acontece que, segundo George Martin: "- Twist and Shout era uma verdadeira destruidora de laringes.", e quem a interpretava? John! E ele estava em condições? Segundo ele próprio: "- Naquele momento eu sentia como se tivesse uma lixa na minha garganta, mas insisti dizendo que ainda havia o suficiente para mais uma canção.".

Todos sabiam que teriam que acertar de primeira: a banda, o engenheiro, todos precisavam fazer seu trabalho sem perder uma única nota, e sem um único erro. Não sobraria nada da voz de John depois daquilo.

Assim, ele chutou as inúmeras caixinhas de pastilhas que chupara o dia todo, abriu uma caixa de leite e bebeu ruidosamente. Depois livrou-se da gravata, há muito afrouxada, e da camisa também, deu um sinal e começaram...

A cada frase da música o rosto de John contorcia de dor, as frases saindo feito areia entre os seus dentes. Sua voz saía nua, seca e com toda a ressonância descascada dos tons. Aquilo foi dolorido, e doía ao ouvir também. A medida que a canção caminhava para momentos de grande intensidade a dificuldade aumentava. No refrão final o esforço, buscado lá no fundo da alma, mascarou todas as palavras, e a linha final fora finalmente cruzada no grito estupefato de Paul, que custava a acreditar no que ouvira: "- Hey!".

John estava exausto, quase à beira de um colapso! Mas valeu a pena: a Twist And Shout gravada naquele dia se tornaria uma obra-prima dos Beatles! Curiosidade: foram gravados dois takes para ela e George Martin disse: "- Eu cheguei a tentar um segundo take... mas a voz do John simplesmente tinha desaparecido.".

Você sabia disso tudo? Então apure os ouvidos, ouça e admire ainda mais a Twist And Shout de apenas um único take, no grandioso dia de 11 de fevereiro de 1963! Enjoy!

segunda-feira, janeiro 08, 2018

DIRTY MAC

The Dirty Mac foi um grupo musical criado por John Lennon para apresentar-se no festival Rock and Roll Circus, 1968.

O grupo era composto por John Lennon na guitarra base e vocal, Eric Clapton na Guitarra solo, Keith Richards assumindo o baixo e, na bateria, Mitch Mitchell, do The Jimi Hendrix Experience.

O evento Rolling Stones Rock 'n Roll Circus teve também as participações das bandas: Jethro Tull, The Who, Taj Mahal, Mariane Faitfull (na época era "namorada" de Mick Jagger), Yoko Ono e Dirty Mac, além da Banda The Rolling Stones que acabou fechando o show.

 O The Dirty Mac foi a 5ª banda a se apresentar, com o som Yer Blues dos The Beatles, no qual Eric Clapton dá um show no solo.

A gravação é de 11 de dezembro de 1968. Yer Blues. Dirty Mac!


Check this out on Chirbit

quarta-feira, janeiro 03, 2018

I LOVE YOU MORE

In My Life, atribuída a Lennon/McCartney, é uma música do álbum Rubber Soul dos Beatles, de 1965, e que aqui é interpretada por George Harrison num show da sua turnê em Long Beach, Califórnia, no final de 1974.

Ela se encontra no bootleg chamado Let's Hear One for Lord Buddha. Ok, George!

 

quarta-feira, dezembro 06, 2017

GOOD TO BE OLDER

Borrowed Time é uma canção de John que saiu em single e também no álbum Milk and Honey em 1984, portanto, após sua morte. O single contém no lado B a canção Your Hands, de Yoko.

John no leme
(Postada no facebook pela querida Lizzie Bravo)
John escreveu a canção nas Ilhas Bermudas em 1980, quando tirou um tempo para velejar. Na viagem de Newport Rhode Island para as Ilhas Bermudas o iate de John enfrentou uma severa tempestade e, devido à fadiga e enjoo do mar da tripulação, o próprio John foi forçado a pilotar o iate sozinho durante muitas horas, pois, saído de uma crise de abstinência de heroína, ele praticamente estava imune a vários tipos de enjoo.

Ele achou terrível aquilo de arcar com tudo sozinho, mas, revigorado, refletiu com base na experiência e deduziu o quanto é frágil a vida...

Chegando às Ilhas Bermudas, ele ouviu a linha 'living on borrowed time' na canção de Bob Marley Hallelujah Time e, levado pelo recente episódio, escreveu Borrowed Time, com uma batida também inspirada em Bob Marley...

Ouça agora um outtake de Borrowed Time. Ok, John!


quinta-feira, novembro 16, 2017

DOROTHY

Surpreenda-se mais uma vez com John Lennon em She´s a Friend of Dorothy 
Por Celso Rommel

Uma composição não lançada de John Lennon que poderia ter sido um hit. Infelizmente ele não teve tempo de finalizá-la, como bem sabemos.

Friend of Dorothy é uma gíria para designar alguém homossexual, com todas as lantejoulas drags do mundo underground e até referências à "rainha da Discothéque".

É toda composta na terceira pessoa, bastante incomum para o trabalho majoritariamente pessoal e autoral do beatle.

Para um fã que não conhecia, ouvi-la é algo agradável e consolador, o mais próximo de um contato post mortem com o ídolo.

O bom humor e a melodia cativante na minha opinião soariam muito bem nos anos oitenta, inclusive nas pistas de dança.

Outro fato interessante é que a música é alto astral, ao contrário de muita coisa deprê que ele andava compondo.

A versão de Los Escarabajos (Espanha) é muito boa e traz o que se poderia esperar de uma gravação de Lennon, incluindo o timbre de voz bastante parecido.

Ocorre porém que John era o improvável em pessoa e a música poderia ter ganhado um contorno bem diferente, eu arriscaria dizer, até mais moderno, como soou na época, por exemplo, o disco Double Fantasy.

Só ouvindo mesmo. Confira:


E aqui uma versão com a banda Los Escarabajos:

 

Sensacional! Obrigado, beatlefriend Celso Rommel! Yeah!