When We Was Fab é uma canção de George e Jeff Lynne que fala sobre os bons tempos da Beatlemania, quando os quatro beatles eram chamados de FabFour. Ela aparece no álbum Cloud Nine, de George, lançado em 1987 e depois é lançada em single, em 1988.
Hoje você vai ouvir When We Was Fab com uma introdução do próprio George Harrison! Listen!
A história do plágio cometido por George Harrison na sua canção My Sweet Lord em relação à canção He's So Fine, do compositor Ronnie Mack, é antiga e longa.
Início dos anos 70, fim dos Beatles, mortes de Jimi Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrison... O rock entrava numa grande deprê.
Então surge o primeiro álbum de Harrison após a separação dos Beatles, já que ele tinha lançado em 1968 o álbum solo Wanderwall Music, o All Things Must Pass. E nele, pra alegria de todos, encontrava-se a revigorante, espiritual, pra cima, leve, linda, My Sweet Lord. E ela foi um sucesso. Tanto que a editora Bright Tunes, detentora dos direitos autorais de He's So Fine, entrou com o processo de acusação de plágio.
O beatle (pra mim não ecziste ex-beatle) perdeu em todas as instâncias. Nesse meio tempo, Allen Klein, empresário dos Beatles que mais complicou do que resolveu a vida deles, havia comprado através da sua empresa, a ABKCO, a Bright Tunes.
Resumindo: mesmo de uma maneira acidental, Klein acabou sendo o beneficiado pela multa paga por George de 857.000 dólares!
Daí, George acabou adaptando sua canção Beware of Darkness, do mesmo álbum All Things Must Pass, para Beware of ABKCO... Veja como ficou:
Paul McCartney relançou dois álbuns da sua antiga banda Wings no dia 23 de setembro de 2014: Venus and Mars, de 1975 e o Wings At the Speed of Sound, de 1976. Eles chegaram com bônus em forma de demos e versões alternativas.
Junto ao material está uma faixa inédita no Speed of Sound, o delicioso rock Beware My Love, que conta com um convidado um tanto quanto especial na bateria: John Bonham, do Led Zeppelin. Enjoy!
Dig a Pony é uma canção de John, porém registrada como Lennon / McCartney, originalmente gravada no álbum Let it Be de 1970. Ela foi lançada também no álbum Let It Be... Naked de 2003.
Dig a Pony foi a segunda canção tocada no famoso concerto no telhado da Apple Studio na Savile Row no dia 30 de janeiro de 1969.
Inicialmente o álbum se chamaria Get Back, a encargo do engenheiro e produtor Glyn Johns. Porém, por vários problemas, inclusive brigas, o projeto foi largado de lado em meados de 1969. As fitas ficaram quase que por um ano arquivadas, até que o empresário dos Beatles na época, o controvertido e filho da puta (pra pegar leve) Allen Klein as deu para o produtor Phil Spector, com anuência de John, George e Ringo, transformá-la no álbum Let it Be. Paul ficou desesperado (pra não dizer puto pra caralho) com os arranjos colocados especialmente nas suas canções Let it Be e The Long and Winding Road, motivando-o a lançar em 2003 o álbum Let it Be Naked...
Ouça o segundo mix de Dig a Pony, sob a batuta de Glyn Johns, gravado em 23 de janeiro de 1969 e que não é a gravação do rooftop concert, que foi no dia 30. Ok, boys!
Hoje separamos o sensacional registro de Across The Universe, com a brasileira Lizzie Bravo e sua colega londrina Gayleen Pease, que estavam na porta dos estúdios da Abbey Road tietando os Beatles, cantando o refrão. Era fevereiro de 1968 e Lizzie contava com apenas 15 anos de idade.
Lizzie e Gayleen se surpreenderam quando Paul apareceu lá de dentro dos estúdios e perguntou: "- Quem alcança uma nota alta aí?". Elas, sem pestanejar, gritaram: "- Eu!". E foram com Paul para dentro dos estúdios gravar.
Inacreditável? Pode ser, mas aconteceu! Simples assim! Pois é.
Tal como aconteceu com I Me Mine, Across The Universe foi vista e ouvida no filme Let it Be rodado em 1969 e, portanto, foi praticamente obrigada a comparecer no álbum.
Como ela não foi retomada mais tarde nos estúdios da Apple, onde as filmagens e as gravações se findaram, optou-se por utilizar a gravação da faixa da sessão original nos estúdios Abbey Road de fevereiro de 1968, quase um ano antes do início do projeto Get Back.
O problema era que a música tinha acabado de ser lançada em dezembro de 1969 pela World Wildlife Fund como um álbum de caridade chamado No One's Gonne Change Our World.
A eventual inclusão no álbum atual exigiria usar a mesma gravação - já que ela não foi retomada -, mas de alguma forma fazendo parecer diferente da versão da World Wildlife Fund e mais como uma gravação de Get Back. Para fazer isso, o produtor contratado para o projeto, Glyn Johns, mixou a faixa incluindo Lizzie Bravo e Gayleen Pease nos backing vocals.
Nota-se que as vozes delas são audíveis, mas são mantidas no fundo. Além disso, por inclusão de alguns segundos de conversa de John no início, Johns foi capaz de criar a ilusão de que esta era uma gravação diferente. Deve-se notar que Phil Spector teve o mesmo tipo de atitude com a música para dar contornos finais ao então Let It Be, lançado em 9 de maio de 1970, mesmo que essas atitudes tenham tomado rumo diferente, mas isso é assunto - e que assunto! - para outro post...
Lizzie contou mais tarde: "- A versão no disco Let it Be (gravado em janeiro de 1969 e lançado somente em maio de 1970) é bem diferente. Foi aproveitada apenas a voz de John e o produtor Phil Spector colocou cordas e um coral.". Ainda segundo Lizzie: "- John disse que Across The Universe é uma de suas músicas favoritas, talvez sua melhor letra, embora nunca tivesse sido gravada como merecia.". Listen: Beatles, Lizzie and Gayleen!
Hoje completam-se 35 anos sem John. Que Deus o abençoe, onde que que ele esteja.
E o blog Beatles Outtakes traz John numa das interpretações mais sensuais da sua carreira! Foi assim:
No início de 1975 John deparou com um álbum lançado sem autorização: era o famoso, e hoje raríssimo, John Lennon Sings Great Rock´n´Roll Hits - Roots.
Era um disco que John vinha gravando desde 1973 e que continha os rocks antigos de que tanto gostava e que, de certa forma, os inspirou na criação de muitas das suas canções.
Brigas à parte, John viu então a necessidade de lançar logo o álbum Rock'n'Roll, pela EMI também em 1975, único álbum em que John não assina nenhuma canção, apenas canta sucessos antigos. O disco foi produzido por ele e Phil Spector e traz pérolas como Slippin´and Slidin´ de Little Richard, Be-Bop-A-Lula de Gene Vincent e Peggy Sue de Buddy Holly.
E o Roots, mesmo sendo um piratão, conseguiu chegar aos 10 mais das paradas de sucesso dos EUA e do REINO UNIDO. John exigiu a retirada do disco de circulação e ainda embolsou uma bela grana pelo processo evidentemente ganho contra a gravadora Adam VIII.
E a postagem de hoje é da canção Be My Baby, de Ellie Greenwich / Jeff Barry e Phil Spector, que só foi lançada no álbum Roots, originalmente gravada pelas The Ronettes em 1963.
Porém, esta é uma versão alternativa de 1974! Cool! Enjoy!
Hoje, 29 de novembro de 2015, completam-se 14 anos sem George Harrison. E o blog pesquisou e separou um early take da belíssima canção Be Here Now. Ah, como seria bom se você estivesse aqui agora... God bless you, George!
I'll Be On My Way é uma das primeiras canções creditadas para Lennon/McCartney, e a primeira que foi dada para outra banda gravar.
A banda, no caso, é a Billy J. Kramer with The Dakotas, também uma contratada de Brian Epstein na NEMS. O interessante é que no lado A do single está Do You Want To Know a Secret?, também de Lennon/McCartney, que chegou ao número dois das paradas inglesas porque a número um era simplesmente From Me To You...
John disse mais tarde que essa era basicamente uma canção de Paul dos velhos tempos, baseada nos hits de Buddy Holly.
Ela foi gravada na BBC de Paris em 4 de abril e executada na rádio BBC de Londres em 24 de junho de 1963.
E é esta gravação que você vai ouvir, a única que se tem notícias com os Beatles e que só seria lançada oficialmente em 1994 no álbum duplo Live At The BBC. Enjoy!