Kinfauns em Esher, Surrey, na Inglaterra, foi a residência de George e Patty Boyd de 1965 a 1970. Ela era um bangalô modernoso, que George pintou com cores psicodélicas. Kinfauns foi comprada por £20,000 em julho de 1964. Patty disse que, naquele lugar, ela e George passaram os melhores momentos do seu relacionamento.
Por volta da terceira semana de maio de 1968, os Beatles ali se reuniram para trabalhar as quase trinta canções que eles tinham escrito em Rishikesh, India. Essas canções, posteriormente, se transformariam no White Album.
Ouça um dos primeiros registros de Revolution, em Kinfauns! Cool! Enjoy!
Derek and the Dominos foi uma banda de blues-rock formada na primavera de 1970 pelo guitarrista e vocalista Eric Clapton, grande amigo de George, com o baixista Carl Radle e o baterista Jim Gordon, que haviam tocado com ele no grupo Delaney, Bonnie & Friends.
A banda lançou apenas um álbum de estúdio, Layla and Other Assorted Love Songs, com contribuições significativas do guitarrista convidado Duane Allman, do The Allman Brothers Band.
E Derek and the Dominos é a banda convidada de hoje interpretando um outtake de Roll it Over (unknown), tendo na guitarra o nosso querido George Harrison numa gravação de 1970. Play it loud!
Derek and The Dominos - Roll it Over (with George on guitar)
Her Majesty é a última música do álbum Abbey Road, gravado em 1969, e a sua duração é de apenas 23 segundos.
Ela é a menor canção lançada, oficialmente, pelos Beatles. Paul foi quem a compôs e ela foi gravada somente por ele nos estúdios da Abbey Road, Londres, no dia 2 de julho de 1969.
A curiosidade sobre a canção é que ela tinha sido retirada da track-list por Paul (originalmente ela estaria entre Mean Mr. Mustard e Polytheme Pam, conforme você pode conferir clicando aqui), porém acabou sendo incluída no fim da fita master pelo assistente de gravação e, voilá!, após concordância de Paul, ficou no álbum.
A letra (que você pode acompanhar logo abaixo do player, é irônica e fala de "Sua Majestade" (Her Majesty), a rainha da Inglaterra.
Outro fato curioso: no vinil lançado, a música não constou dos créditos. Isto só veio a acontecer com o lançamento no formato CD. Tal fato foi considerado um dos primeiros registros de uma hidden track (faixa escondida) na história do rock.
E agora você vai ouvir um ensaio da canção acontecido no dia 24 de janeiro de 1969, no Apple Studio, que dura 2:23 minutos! Enjoy!
A canção Real Love, de John, ficou ignorada por praticamente dez anos, quando o seu sexto take foi usado na trilha sonora do documentário Imagine: John Lennon, de 10 de outubro de 1988.
Free as a Bird, canção também de John e trabalhada igualmente por Paul, George e Ringo, foi a que abriu o primeiro álbum duplo, de 1995, do projeto Anthology .
Real Love , portanto, foi a faixa de abertura do segundo álbum duplo, de 1996, e é, pelo menos até agora, o último 'novo' trabalho creditado aos Beatles.
A canção, que começou a ser escrita por John no ano de 1979, também foi lançada em single, tendo Baby's in Black - ao vivo - como lado B, em março de 1996.
Assim, o blog separou para você ouvir e curtir John cantando That Is The Way The World Is, que nada mais é do que o embrião da canção Real Love. Listen and enjoy!
As Get Back Sessions, que depois viriam a dar origem ao Álbum Let it Be, não foram fáceis. Antes mesmo delas Ringo já tinha abandonado o estúdio durante as gravações do White Album. Em uma entrevista em 1968 John, ao ser perguntado se Ringo era o melhor baterista do mundo, respondeu: "- Ele nem é o melhor baterista dos Beatles!". John se referia ao fato de Paul ter gravado a bateria em duas canções daquele Álbum. Ringo, que de uma certa forma já se sentia excluído pela banda por não compor como Lennon/McCartney e nem mesmo como George, acabou abandonando a banda por duas semanas, indo com a família para a Sardenha. Depois, com a insistência dos outros três beatles, foi recebido com flores e mais flores adornando sua bateria.
Mais: nas mesmas sessões do White Album George tinha levado Eric Clapton para o solo inimitável de While My Guittar Gently Weeps, no intuito de dar uma quebrada no clima pesadão que pairava nos estúdios... É, muita coisa rolou até a separação...
Porém, um fato inegável é que a música dos quatro sempre prevalecia e pairava mansamente sobre um mar cada vez mais revolto. Esses momentos eram ilhas de puro sol e muita paz. Prova disso é esse ensaio de Let it Be, com Paul indo e vindo ao piano, construindo a melodia junto de John, George e Ringo. Bendito transe beatle, magnífico som a nos fazer sonhar cada vez que o ouvimos. Play it again, Paul!
Abbey Road é um disco fascinante em muitos sentidos. Além de sua música espetacular e capa mitológica, havia nele alguns detalhes que aguçavam minha curiosidade durante anos. Sempre me intrigou o fato dos dois lados do disco terminarem repentinamente, em cortes secos, sendo que depois de The End, que seria a última música do último disco dos Beatles, há uma pequena canção, que nem era creditada nos LPs. Porque ela estava lá?
Anos mais tarde, após a leitura do livro The Beatles Recording Sessions, do Mark Lewisohn, fiquei sabendo que a fita partiu-se no fim de I Want You e que Her Majesty foi cortada do tape original a pedido de Paul e colocada no final do tape pelo engenheiro John Kurlander. Sua posição original era entre Mean Mr. Mustard e Polythene Pam. Paul gostou quando ouviu e assim ficou.
Os Beatles trabalhavam tão intensamente no estúdio que, quando acontecia algo que os surpreendessem, por muitas vezes eles acabavam deixando o efeito surgido inesperadamente na gravação, ou na edição, ou na mixagem.
Realmente, se Her Majesty tivesse ficado no meio do medley do Lado B quebraria o ritmo, que vinha num crescendo. Agora, não era para ela estar ali, depois do disco ter acabado (na minha humilde opinião).
Como tenho uma maneira muito própria de ouvir Beatles -- incluo nos álbuns as canções que saíram apenas em singles e as que não foram lançadas em lugar nenhum também; escolho as melhores versões das músicas; edito se tem alguma coisa que não me agrada -- achei que o disco deveria finalizar com The End, obviamente. Daí retirei Her Majesty de lá, e junto com as outras faixas que eu tinha de adicionar, procurei uma única brecha no tracklist original, para não alterá-lo muito. A posição que eu achei mais adequada foi depois de Octopus's Garden, que é bastante lúdica, abrindo espaço para outras igualmente animadas, como Ballad Of John And Yoko, Old Brown Shoe e Come And Get It. Na sequência, duas baladinhas do Paul em voz e violão (Goodbye e Her Majesty) e em seguida o disco original de volta.
Resolvendo o problema das 2 canções cortadas, fiz singelas edições em I Want You (terminando em fade out) e em Her Majesty (terminando com o acorde conclusivo de violão). Admito que o fade out foi um final mais tradicional do que o corte seco, mas era o que meus ouvidos pediam nesta ocasião: a música não acabava nunca, e a melhor maneira para representar isso é o som ir se esvaindo aos poucos.
Para o fã dos Beatles, isso pode soar como pretensão. "Quem é esse cara para achar que pode mexer nas canções dos Beatles?" Quero salientar que editei seguindo somente o meu gosto musical, e para uso pessoal. Como o Carlos Edu me pediu para disponibilizar no seu blog, aí estão.
Segue abaixo o tracklist da minha maneira de ouvir o Abbey Road:
01 Come Together
02 Something
03 Maxwell's Silver Hammer
04 Oh! Darling
05 Octopus's Garden
06 The Ballad Of John And Yoko
07 Old Brown Shoe
08 Come And Get It
09 Goodbye
10 Her Majesty
11 I Want You (She's So Heavy)
12 Here Comes The Sun
13 Because
14 You Never Give Me Your Money
15 Sun King
16 Mean Mr. Mustard
17 Polythene Pam
18 She Came In Through The Bathroom Window
19 Golden Slumbers
20 Carry That Weight
21 The End
E mais abaixo você pode ouvir I Want You e Her Majesty editadas. Listen!
I Want You (She's So Heavy) (edited by Danilo Hausen)
Sensacional registro dos Beatles com Paul interpretando Long Tall Sally (Robert Blackwell, Enotris Johnson e Richard Penniman), uma de suas músicas preferidas na voz de Little Richard, gravada em 1957 no seu álbum Here's Little Richard.
A data é 11 de fevereiro de 1964 e o local é o Washington Coliseum, EUA, durante a sua primeira turnê. na América. O palco foi montado no centro do ginásio, como se fosse um ringue de luta livre, porém sem nada que os separasse do público. Para que pudessem agradar a todos, após algumas canções, o pessoal de apoio (coisa que nem existia na época...) subia no 'ringue' e girava a bateria de Ringo para que outra parte da alucinada plateia os visse de frente. É... Velhos tempos... E a magia estava apenas começando... Cool!
Long Tall Sally (cover - Washington Coliseum - 02/11/64)