segunda-feira, setembro 21, 2015

IMAGINE: CHILD OF NATURE BECOMES JEALOUS GUY!

Child Of Nature é um outtake das gravações do White Album de 1968. Essa canção foi composta  por John, dentre muitas outras, no período em que ele estava na Índia, junto dos outros beatles, "aprendendo" com o Maharishi Yogi. Ela só foi aparecer gravada em disco no Álbum Imagine, de John Lennon/Ono Plastic Band, de 1971, retrabalhada e com o nome de Jealous Guy. Aumente o som!

O quê? Ah, tá bom! Vou colocar Jealous Guy também aí abaixo para você acompanhar uma "criança da natureza" tornando-se um "rapaz ciumento" em mais ou menos três anos. Enjoy!




Postagem dedicada para a cantora e poeta Liza Leal.

sexta-feira, setembro 18, 2015

EMEZEGA... BAZZY BUZZY BIZZY...

O post de hoje traz a canção I'm So Tired... Com Paul!

I'm So Tired é uma belíssima composição de John, cantada por ele no White Album, de 1968. O registro abaixo é de 03 de janeiro de 1969 (data de aniversário de George Martin) e é parte das Get Back Sessions, que se transformariam no disco Let it Be, lançado somente em 1970.

Perceba que no final da faixa Paul tenta imitar as frases engraçadas que John diz no take oficial. Ok, Paul!

quinta-feira, setembro 17, 2015

MACCA'S STYLE

Segue hoje uma canção bem ao estilo das que são feitas por Paul. Porém, esta sentimental balada não é dos Beatles e nem é cantada por eles, apesar de alguns bootlegs (como o Abbey Road Companion) afirmarem isso. Tem base?

Estamos diante de um verdadeiro OUTFAKE. O conjunto em questão é provavelmente o Mortimer, banda que assinou com a Apple em 1968, depois de George ouvi-los tocar.

E o que você acha? Passa mesmo pelos Beatles? Hummm...  Let's hear?

quarta-feira, setembro 16, 2015

WALRUS WAS PAUL

Glass Onion é uma canção de John, porém creditada à dupla Lennon / McCartney. Ela faz parte do álbum The Beatles, mais conhecido como White Album, ou Álbum Branco, por não conter nenhuma figura ou foto na capa, apenas o nome The Beatles em relevo. Lançado em 22 de novembro de 1968 ele foi o primeiro disco do grupo pela gravadora de sua propriedade, a Apple.

Glass Onion é o post de hoje, numa versão mixada com solos de órgão, que possivelmente teria sido vetada por John Lennon. Verdadeiro ou falso? Deixe seu comentário! Play it loud!

terça-feira, setembro 15, 2015

HALF OF WHAT I SAY IS MEANINGLESS; BUT I SAY IT SO THE OTHER HALF MAY REACH YOU

Essa demo de John cantando Julia, música que ele fez - com muita saudade - para sua mãe Julia Lennon (tirada dele por duas vezes), provavelmente foi gravada em Esher, na casa de George, em 1968, logo após os Beatles terem voltado da Índia.

A letra de Julia até parece ter alguma inspiração em Khalil Gibran e o estilo de tocar foi baseado nas canções de Donovan, que mostrou a John como fazer durante a estada deles na Índia, no ashram do Maharish Yogi.

Ali começavam as canções que John dedicaria à Julia, compondo depois My Mummy's Dead e Mother. And now, just push play!

segunda-feira, setembro 14, 2015

KENSINGTON, LIVERPOOL, 1958

É uma pena que não se perceba muito bem, mas esta é uma fotografia do disco mais raro da Terra. E está autografada por John Duff Lowe. Quem é ele? Continue a leitura...

Trata-se de um disco único, atualmente na posse de Paul McCartney. O disco foi gravado em 1958 pelo conjunto Quarrymen, no estúdio caseiro de um aborrecido Percy Phillips, em Kensington, Liverpool.

É um 78 rotações em goma-laca e contém no lado A That'll Be The Day, de Buddy Holly, e no lado B In Spite Of All Danger, a única canção composta pela dupla McCartney/Harrison.

Pelo preço que pagaram, não foi permitido aos componentes do conjunto nenhum erro, além do quê a música que comporia o lado B foi decidida no momento da gravação! Lowe e Hanton sequer tiveram tempo de ouví-la antes de gravar! Quem é Hanton? Continue...

O disco tem 10 polegadas de diâmetro e está escrito à mão por Paul McCartney, sem indicação do nome do grupo. Foi gravado por menos de €1,5, a preços atuais. Aliás, o disco só foi entregue aos rapazes quando o proprietário do estúdio, aquele aborrecido Percy, recebeu os €1,5, o que ainda demorou algumas semanas.

O Quarrymen era formado por John Lennon, 17 anos - 09/10/40 (guitarra), Paul McCartney, 16 anos - 18/07/42 (guitarra), George Harrison, 15 anos - 25/02/43 (guitarra), John Duff Lowe, 12 anos - 21/07/45 e o protagonista do autógrafo (piano) e Colin Hanton, 19 anos - 12/12/38 (bateria). Pronto!

Colin Hanton e John Duff Lowe em 2.008, em frente ao antigo estúdio de Percy

O disco circulou por todos os membros da banda e ficou esquecido durante 23 anos em casa de John Duff Lowe, que o cedeu (por uma nota preta, presume-se) a Paul McCartney em 1981.

"-Quanto Paul pagou pelo disco é um segredo entre mim e ele.", disse Lowe.

A Record Collector, que sabe dessas coisas, diz que o disco não tempo preço. Assim que colocou a mão na raridade, Paul encomendou 50 réplicas e ofereceu-as de presente de Natal a George Harrison e Ringo Starr (um imbecil já tinha tirado John de nós), a amigos e família. Este número restrito de cópias tem o segundo maior valor de mercado da história do disco, a seguir do original. A "RC" estima que cada réplica vale umas £10.000.

Em 1995, os Beatles incluiram as duas canções no primeiro volume do Anthology. Quer ouvi-las tais como estão no disco original? É só aumentar o volume e clicar abaixo: Yeah!

That'll Be The Day (Buddy Holly - cover)


In Spite Of All The Danger (McCartney/Harrison)

domingo, setembro 13, 2015

I SAW THE LOOK SHE GAVE

Love Comes Tumbling Down é uma canção de Paul de 1987. Ela foi gravada em 15 de dezembro de 1997 e figurou como um dos lados B dos singles com a canção Beautiful Night, do Álbum Flaming Pie, lançado em 5 de maio de 1997.

A outra canção do single foi Same Love, que você pode ouvir numa postagem de 2014 clicando aqui.

Mas, primeiramente, vamos ouvir Love Comes Tumbling DownSing, Paul!

sábado, setembro 12, 2015

PLEASE BELIEVE ME

Oh! Darling é uma música de Paul que foi lançada no álbum Abbey Road, de 1969.

Há uma grande discussão entre os fãs dos Beatles quanto ao significado real da letra de Oh! Darling. Alguns juram que em determinados momento Paul canta "- Oh Uh! Johnn...ling!", num reforço de uma letra onde não há indícios de que é canção feita para uma mulher... E a letra traz coisas como " -I'll never let you down", onde também alguns interpretam como uma resposta de uma canção anterior de John, Don't Let Me Down... É sabido que já pairava no ar a separação do conjunto e, não há como negar, para Paul e John aceitarem tal fato era uma realidade um pouco forte para ambos.

Ok, cada um com suas teorias, porém o importante é que, diálogos implícitos ou não, os Beatles nos brindaram com canções maravilhosas, como a própria Oh! Darling.

Paul passou dias forçando a voz para que na gravação final ela parecesse cansada e gasta, como quem gritou e implorou muito pela atenção de alguém. Ouça um take de um dos primeiros ensaios da canção. É um outtake maravilhoso, com John fazendo duo no vocal com Paul! Cool! Listen!

sábado, setembro 05, 2015

DO WHAT YOU WANT TO DO

Que os Beatles sempre foram muito empenhados na inovação das suas músicas e nas suas gravações, não é segredo. Praticamente, isso começou com a distorção na introdução de I Feel Fine, acidentalmente provocada por John, que exclamou na hora: "- Dá para gravar isso?". 

Mas, se não fosse um sujeito que estivesse aberto a essas inusitadas solicitações, chamado George Martin, provavelmente muitas delas teriam ficado apenas na ideia. Ele sempre fez de tudo para inserir nas gravações os pedidos dos Beatles e jamais disse 'não' antes de tentar o experimento, por mais impossível que pudesse parecer. Ave, George Martin! Há muita gente entendida que o defende como o quinto beatle. 

Quando George, o Harrison, inseriu a cítara em Norwegian Wood, do álbum Rubber Soul de 1965, a coisa decolou em voos cada vez mais altos. Tanto que, gradativamente, ficava mais difícil reproduzir ao vivo as novas faixas, um dos diversos motivos que puseram fim às turnês. 

Aí veio o álbum Revolver, de 1966, o grande salto. Na música Yellow Submarine o estúdio foi tomado pelos mais extravagantes objetos como banheiras, correntes, apitos, bumbos, - inclusive uma máquina registradora, que mais tarde apareceria na música Money do Pink Floyd (álbum Dark Side Of The Moon, 1973) -, com os quais os Beatles e o seu séquito (Mal Evans, engenheiros de som, Neil Aspinall e até Patty Boyd) produziram os mais diversos e variados sons ouvidos naquela gravação. Os metais de Got To Get You Into My Life, as guitarras invertidas de I'm Only Sleeping e as colagens de Tomorrow Never Knows, sem contar o maravilhoso quarteto de cordas de Eleanor Rigby, foram os pontos altos de um novo som que espantou o mundo. 

É... Aqueles moleques que queriam apenas segurar a sua mão estavam deixando o ceticismo da crítica de queixo caído. E o resto da história sabemos muito bem. 

Bom, é muito difícil proclamar quem é o mais experimentalista dos Beatles. Assunto para discussões homéricas. Porém, é inegável que Paul foi o que mais se aventurou pelo panorama artístico de Londres nos anos 60 e absorveu muita coisa diferente. John, para mim, já tinha essa atitude de procurar novos sons e imagens desde que nasceu. George nunca acomodou e também lançou o seu experimental álbum Wonderwall em 1968, composto para se tornar trilha sonora de um filme anos 60 de Joe Massot. E Ringo? Bom, Ringo não se acabrunhava e nem ficava perdido quando precisava inserir a bateria - e/ou outros instrumentos de percussão - nas músicas que lhe eram mostradas. 

E assim viemos parar no ano 2000, quando Peter Blake (designer da capa do álbum Sgt. Pepper's de 1967 - outro arroubo!) solicitou a Paul que ele criasse algo musical e com um clima, um espírito de Liverpool, para que fosse usado em uma exposição de arte na Tate Galeria. Paul não se intimidou e produziu o Liverpool Sound Collage, um EP com cinco músicas que usam partes de sessões de gravação dos Beatles na década de 60, além de uma colagem de sons feita na cidade natal deles, Liverpool. 

E uma dessas músicas/colagens ouviremos aqui hoje: Free Now. Nela você perceberá os Beatles conversando em estúdio (logo no ínicio George Harrison dá instruções para a gravação de Think for Yourself dizendo: "- The bit that John finally got just after that. And we will do both of the 'do what you want to do'.") e também a participação da banda galesa Super Furry Animals. Som, muito som na caixa! Listen!

sexta-feira, setembro 04, 2015

MEMORIES

Two Of Us é uma canção de Paul, atribuída à Lennon / McCartney, que foi lançada no álbum Let it Be, o penúltimo, porém último a ser lançado, em 1970. 

O post de hoje é uma gravação oriunda das Get Back Sessions de Two Of Us, um outtake sensacional! Listen!

quinta-feira, setembro 03, 2015

SUZY STAR

Capa da Life - 1957
Este outtake é da canção Suzy Parker, uma das poucas composições de Lennon / Starkey / Harrison / McCartney. É um rock de guitarra com John no lead vocal, das Get Back Sessions, gravado em janeiro de 1969.

Suzy Parker (28 de outubro de 1932 - 03 de maio de 2003) foi uma modelo e atriz americana atuando de 1947 até o início dos anos 60. Sua carreira de modelo atingiu o apogeu na década de 50, quando surgiu na capa de dezenas de revistas, em propagandas e papéis no cinema e na televisão. Contracenou com Cary Grant, um ícone do cinema. Ela também foi considerada a modelo de mulher americana após a 2a Guerra Mundial.

Suzy era muito procurada para anúncios de produtos de beleza, bem como para estampar seu rosto na publicidade de muitas outras empresas de cosméticos. Foi a primeira modelo a ganhar US$ 100.000 por ano e a única modelo a ser mencionada numa composição dos Beatles, apesar dela não ter sido lançada oficialmente.

Ouça agora a canção Suzy ParkerRock, guys!

Suzy Parker (unreleased)